A Luz que nos Une

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Uma semana se passou desde o acidente que uniu suas vidas de maneira inesperada. Naty e o Garoto ainda eram assombrados pelas lembranças do evento, mas a conexão especial que compartilhavam os ajudavam a seguir em frente.

Numa tarde ensolarada, Naty caminhava pelo parque, aproveitando o calor reconfortante do sol. Sentou-se em um banco, perdida em pensamentos sobre o futuro e o destino que parecia tê-los entrelaçado de maneira única.

Naty, certo? Você é a garota do acidente da escola, não é? — uma voz suave a surpreendeu, e Naty se virou para ver o Garoto se aproximando.

Sim, sou eu. Você também estava lá naquele dia. — respondeu, sorrindo gentilmente.

Eles começaram a conversar sobre o incidente e sobre a vida em geral. Naty descobriu que o Garoto era um artista talentoso, e se chamava Karter. O Karter, era apaixonado por música e pintura, o que atraiu a atenção de Naty. 

Você tem uma aura incrivelmente positiva. — comentou Karter, intrigado.

E você é muito tranquilo, parece sempre em paz. — Naty observou, sorrindo.

Aham, confia... — Karter diz em um tom de deboche, enquanto dava uma leve risada. 

Às vezes, sinto que devo fazer o máximo possível para ajudar as pessoas a encontrarem a luz, especialmente em tempos sombrios. — Naty disse para Karter, sua expressão era séria.

Ãhn?, do nada isso..? — Disse Karter, confuso com a situação.

desculpa... — Respondeu Naty com um tom de tristeza. 

— Ei, não precisa disso. Eu te entendo. Às vezes, acho difícil lidar com a escuridão que carrego, mas tento canalizá-la de maneiras criativas. — Disse Karter, enquanto abria um grande sorriso e olhava para os olhos de Naty.

— H-hm..?  Naty, percebendo os olhos de Karter a observando, se sente corar e vira seu rosto involuntariamente.

Karter soltou uma leve risada, o que deixou Naty visivelmente contrariada, embora também tenha se permitido sorrir diante da situação. Após um longo período de conversa, a tarde chega ao seu término, obrigando ambos a se despedirem e retornarem às suas respectivas casas.

— Ah... Mas já anoiteceu..? — Disse Karter, com um tom de voz triste.

Pois é... o tempo passou tão rápido... — Disse Naty, enquanto observava as estrelas.

— Nós dois temos que ir, mas as estrelas ainda estão lá em cima. — Karter diz, enquanto observava aquela bela noite estrelada, ao lado de Naty.

E se... — Naty involuntariamente verbaliza seus pensamentos em voz alta.

Hm? "E se..." o que? — Karter questionou Naty enquanto a observava.

Só estava pensando em voz alta de novo... foi mal. — Naty lhe responde, não tirando os olhos das estrelas. 

Hm... — Karter sentiu-se intrigado com a resposta que recebeu, no entanto, esforçou-se para ignorar.

Eh... Bom, eu tenho que ir. — Diz Karter, enquanto se levanta do banco em que estavam.

Ah... então tá, até! — Disse Naty, logo após se levantar para abraçar Karter. 

Ah-! — Karter se afasta, rejeitando o abraço de Naty.

Me desculpe, eu não sou muito fã de abraços... — Expressa Karter, imediatamente após se retirar apressadamente, ocultando seu desconforto.

 Naty, perplexa com a súbita mudança de clima, observava-o se afastar, desejando compreender o que ele escondia. Após Karter se afastar apressadamente, deixando Naty perplexa e sozinha, uma atmosfera carregada tomou conta do lugar. O céu, que anteriormente parecia tranquilo, começou a se transformar rapidamente. Nuvens escuras se aglomeravam, encobrindo o brilho da lua e lançando uma sombra sobre o ambiente.

De repente, as primeiras gotas de chuva começaram a cair suavemente, criando pequenas poças ao redor. O som delicado da chuva tocando o solo misturava-se ao silêncio, rompendo a quietude que se instaurava após a partida de Karter. À medida que a chuva se intensificava, suas gotas se tornavam mais audíveis, criando uma melodia suave e reconfortante. A água dançava nos telhados das casas e nas folhas das árvores, enquanto os pingos criavam padrões complexos nas poças. Naty, imersa nesse cenário inesperado, começou a se sentir renovada. A chuva era como um eco para as emoções que ainda pulsavam em seu coração, uma mistura de tristeza e esperança. Era como se a natureza estivesse compartilhando sua própria narrativa, um reflexo da complexidade do momento que acabava de acontecer. Ela ergueu o rosto para sentir a chuva em sua pele, deixando que as gotas suaves lavassem suas preocupações e incertezas. Aos poucos, Naty percebeu que, assim como a chuva, as emoções fluíam e se renovavam, trazendo um vislumbre de clareza em meio à turbulência.

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⏰ Última atualização: Oct 16, 2023 ⏰

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