Capítulo cinco

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Andrei

Cinco horas. Esse foi o tempo que levei para descobrir Yuri Kazuro, o homem que dirigia a Ferrari da noite anterior.

Passar a madrugada inteira é péssimo, mas meu estresse só iria acabar se eu resolvesse isso o quanto antes.

O homem depois do carro parar saiu correndo pelas ruas e se escondeu em um estacionamento abandonado, distante da cidade.

— Parece que essa mão está melhor, você até dirige — falo para Mikhail ao meu lado — É melhor você tomar mais cuidado.

— Está, foi algumas horas de cirugia. A médica queria me enrolar por alguns dias, mas eu me livrei dela.

— Vamos precisar de você, caso aconteça algo pior.

Esse meu guardião as vezes é muito irresponsável, Mikhail saiu correndo do hospital para ficar ao meu lado. Mas ele sempre foi bom e nunca deu problemas.

O GPS solta a voz robótica padrão, dizendo que chegamos no destino.

Saio do carro e olho o lado de fora, totalmente pixado. A entrada convencional para os carros era a única porta de entrada.

Entro na sala pouco iluminada, com apenas uma lâmpada para iluminar a sala grande e abandonada. Embaixo da luz a cadeira de madeira se encontra, e nela o homem que dirigia a Ferrari de ontem estava.

Está na hora do meu lado açougueiro voltar.

Eu queria muito ficar na parte divertida, mas hoje em dia só pego a papelada e burocracia.

Yuri estava mutilado, seu dois pés estavam em sangue, e seu corpo amarrado na cadeira de forma dolorida.

— Vamos acabar logo com isso. Me diz, quem ordenou o ataque?

Falo, e após não receber uma resposta bato em seu rosto.

— Eu tenho todo o tempo do mundo Yuri, mas você que deve temer a sua morte. — Ele olha para mim só depois de falar seu nome — Sua filha de cinco anos chamada Kira ainda deve ter medo do bicho papão, então talvez eu deva assusta-la.

— NÃO TOQUE NA MINHA FILHA SEU MERDA — grita.

Pego minha faca sempre ao lado e atravesso na sua mão fazendo ele gritar de dor.

— Vocês tentaram matar a minha noiva! E se quiser sair imune é melhor abrir essa boca! Não vou deixar um merdinha que nem você nas minhas terras, volta para o seu país de merda.

— Não fui eu!

— E quem foi?

— Foi um de vocês! Ele procurou nossa família, dizendo...

Era piada?

— Escuta.— interrompo sua fala — Esta vendo esse escorpião na minha mão? Ele significa que eu mereci isso. Todos esses homens que você vê, que estão aqui todos merecem. Temos horna! Vocês nos atacaram.

— NÃO FOMOS NÓS!

Dou um soco na cara desse lixo, e foi muito bom. Pego a sua cabeça e inclino para trás pelo cabelo.

𝐒𝐂𝐎𝐑𝐏𝐈𝐎 & 𝐒𝐏𝐈𝐃𝐄𝐑 Onde histórias criam vida. Descubra agora