Pela primeira vez | Capítulo único

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  Hoje era um bom dia em Tóquio. O sol estava radiante em seu ponto mais alto no céu. Satoru sem dúvidas estava tendo um ótimo dia. A missão de hoje havia sido um sucesso, Megumi tropeçou na maldição, isso foi motivo de muitas piadas vindas de Gojo.

  Ele poderia dizer que aproveitou bem o dia com os alunos. Eles se divertiram, riram, brincaram, eles até comeram um dos doces caseiros mais gostosos de todos os tempos. Estava realmente sendo uma ótima manhã para o feiticeiro.

  Isso até ele se lembrar de seu pequeno irmão mais novo. Sua mãe sempre o pedia para o visitar, ela queria tanto que seu filho mais velho conhecesse o mais novo. Mas ora, o Satoru de dezoito anos era um pirralho ainda, ele se recusava com unhas e dentes ver seu irmão recém nascido. Ele já estava com vinte e oito, mal se lembrava da pequena criatura que deveria ser seu irmão.

  Entretanto nesse momento era diferente. Sua matriz andava ocupada com seu trabalho na agência de moda. Seu pai já havia morrido a tempos atrás, e sua querida progenitora pediu para ir checar o pivete já que a babá teve que sair por motivos pessoais.

  Ele não pode dizer que verdadeiramente queria vê-lo. Bem, ele queria ver como ele era, a curiosidade corroía-o por dentro. Porém, se ele pudesse procrastinar ao ponto do dia acabar e ele não ir ele o faria sem nem pensar duas vezes.

  Ainda assim, ele prometeu que o faria.

  Ah, como ele se arrepende de ter prometido.

  Já era meio dia, ele se despediu de seus alunos, disse-lhes que apenas iria comprar algumas coisas e voltaria para o treino deles. Era uma óbvia mentira. Ele pediu a Maki para fazê-lo. Os três colegiais sabiam disso, obviamente, conheciam as manias de seu professor, mas não discutiram, afinal, era Gojo.

  Ele caminhou tão lentamente até a casa de sua matriarca que até uma lesma séria mais rápida. Andar tão lento não adiantou em nada já que logo estava de frente para a porta onde você deveria estar.

  O platinado não ouvirá muito sobre você, não fazia questão. Mas o pouco que ouviu dizia que você mal saia do quarto, e quando saia era apenas para comer e ir ao jardim e depois voltava.

  Gojo não era idiota, ele sabia que seu irmão era doente, nasceu com a saúde debilitada e com algumas outras coisas que não tinha interesse em saber. Não sair do quarto era coisa de sua genitora, afinal, ela era paranóica, extremamente paranóica. Então aquilo provavelmente era uma precaução para que a saúde do fedelho não piorasse.

  A porta era uma típica porta simples de madeira branca, nada de especial.

  Ele respirou fundo antes de bater na porta.

  Nada foi ouvido.

  O lado de dentro parecia estar silencioso, não dava para se ouvir nada, mas o vendado sabia que ele estava lá, então, ele bateu novamente.

— Hey! Você está aí, eu sei que está.

  Ele grita do lado de fora impaciente quando não recebeu uma resposta.

  Ele estava dormindo? Não, talvez não. O ignorando?

— 'Tô entrando.

  Ele avisa em um tom tedioso antes de abrir a porta.

  O quarto era relativamente simples, um pouco infantil ele diria, mas simples. Havia uma cama grande de aparência confortável encostada na parede no lado esquerdo. Um cobertor com o tema de um desenho que Satoru já assistiu antes, Hora de Aventura, com almofadas do tema do seriado, junto a uma pelúcia do Jake.

  Havia uma bengala ao lado da cama, escorada na parede, perto de um abajur de coruja.

  Na direita, o chão e parede estavam sujos de vários tons de tinta, uma pequena parte de pintura, era bem óbvio.

Pela Primeira Vez [ One-shot ]Onde histórias criam vida. Descubra agora