Six Days

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- tem certeza de que vai dar certo, Dazai? - perguntei inseguro.

- óbvio, já viu algum plano meu dar errado?

O plano era basicamente ajudar Akutagawa em tudo que fosse para no final eu falar meus sentimentos para ele. Mas conhecendo Dazai-san, tem um plano bem mais à fundo.

Nós estávamos esperando ele na frente de um estabelecimento para escolher os doces do seu casamento, enquanto Higuchi ia com Gin e Chuuya escolher a decoração, já que eram os melhores nesse quesito.

Ao longe, vi ele chegando com seu belo e clássico sobretudo preto por cima de uma camisa de alta costura branca. Seus cabelos negros com leves pontas brancas estavam soltos sobre os ombros.

- boa tarde Jinko, Dazai-san - revirei os olhos com o apelido. Algumas coisas realmente nunca mudam.

- boa tarde, emo-boy - esse foi um apelido que o dei por uma vingança.

- bom tarde, noivinho! Animado pra escolher alguns docinhos? - o mais velho entre nós falou alegremente.

- mas é claro, afinal, esse é o motivo por estarmos aqui - respondeu.

- nossa... Parece que alguém acordou de mal humor por não poder abraçar um tigre hoje. - claramente uma indireta, porém fingi que não tinha entendido.

- Tomou seus remédios trocados hoje, Dazai-san? Por que eu iria querer abraçar um tigre? - perguntou em dúvida. Sempre achei Akutagawa meio lerdo, e agora está comprovado.

- por nada, deixa pra lá. - fomos e entramos na doceria.

- boa tarde - disse ele para a atendente no balcão. - eu vim decidir uns doces para meu casamento. A reserva está no nome de Akutagawa Ryuunosuke.

- bom dia! - a mulher ruiva mexeu em seu computador. - certo, vai escolher os doces e sabor do bolo hoje, correto? - assentiu com a cabeça - ok. Eu vou ficar no atendimento de vocês.

Fomos os três conduzidos à uma sala com uma mesa grande e três assentos.

- bom, aqui tem uma ficha com o sabor de cada doce para que seja mais fácil de avaliar.

- ok, obrigado - se sentou. Logo, fui puxado por Dazai para sentar ao lado do Akutagawa. É tudo um plano desse maluco, não sei o motivo de ter concordado com essa ideia.

Acho que, no final, é melhor ele se casar com Higuchi, ela o proporcionaria uma vida bem melhor do que eu, um mísero e simples detetive.

A mulher logo trouxe inúmeros docinhos em algumas bandejas.

As deixou em cima da mesa e saiu, deixando para que nós cuidassemos do resto.

Em cada docinho, havia uma plaquinha indicando seu sabor.

- Higuchi disse que eu iria gostar do brigadeiro de matcha, queria experimentar para ter certeza - pegou o doce e deu uma mordida, logo fazendo uma cara ruim. - não, com certeza não, odeio matcha, ainda mais em doces, esse está fora de questão. - marcou algo na ficha. Provavelmente que não tinha aprovado.

Peguei um doce que era de amêndoas com canela. Experimentei um pouco e o achei delicioso.

- experimenta esse, você vai gostar. - estendi o brigadeiro para ele e deu uma mordida.

- realmente é muito bom. Mas Higuchi não gosta de canela... - falou meio desapontado.

- o casamento é de vocês dois. Fora que, tenho certeza que ela não está lembrando do seu gosto pra escolher a decoração - o moreno do meu lado esquerdo falou.

- você tem um ponto, Dazai-san... Acho que vou adicionar. - escreveu mais alguma coisa na ficha e voltou a experimentar os doces.

Passamos boa parte da manhã alí na doceria. No final, o bolo escolhido foi de chocolate amargo com recheio de creme branco.

Quando entramos lá, eram cinco e alguma coisa da tarde, mas ao sairmos, já eram oito e quinze.

- nossa como está tarde! Akutagawa, você veio a pé, correto? - o mencionado assentiu - Eu vim de moto com Chuuya, e daqui a pouco ele vai passar aqui para me buscar, mas Atsushi está de carro. Poderia deixar ryuu em casa, Nakajima? - disse com um sorriso... Um sorriso de Dazai.

- Jinko? Você sabe dirigir? Essa é nova - Akutagawa perguntou surpreso.

- pois é, loucura, não? - vimos alguém buzinar em uma moto do outro lado da rua. Provavelmente, Chuuya-san, o marido de Dazai - Chibi chegou, tenho que ir, até amanhã! - acenou e correu até o outro.

- bom... Vamos? - ele assentiu e eu peguei as chaves do meu carro.

Ele estava num estacionamento não muito longe dali, então em alguns minutos já estávamos lá.

- uma BMW? Nem fudendo, Nakajima! - olhou incrédulo para o carro no qual eu destravei e entrei, vendo ele fazer o mesmo.

- além da agência, eu trabalho como segurança de uma mansão as vezes. Então com dois empregos é bem fácil - coloquei o cinto e dei a partida - ainda tem muito o que você não sabe sobre mim, emo-boy - dei a partida e fomos à sua casa.

Passaram-se alguns minutos e já estávamos lá.

- obrigado por me trazer em casa - destravou o cinto e abriu a porta - inclusive, você tem que me contar essa história melhor. Como assim você, Atsushi Nakajima, sabe dirigir e tem um carro desses? Me conta isso direito depois - desceu e acenou com a mão, fechando a porta e indo pra dentro de sua casa. Quando finalmente entrou, dei partida e saí para a minha própria.

O dia tinha sido altamente estressante e eu só precisava dormir. Tomara que esse plano do Dazai dê certo.

Seven Days - Shin soukoku Onde histórias criam vida. Descubra agora