investigações

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Meses depois, em 6 de abril de 1992, outro menino, Evandro Caetano , sumiu na mesma cidade. Seu corpo foi encontrado no dia 11 de abril seguinte num matagal. Em fevereiro de 1993, a ossada de outra criança é encontrada próximo ao local da descoberta do corpo de Evandro. À época, o pai de Leandro identificou as roupas junto aos restos mortais como sendo as de seu filho, mas um exame de DNA indicou que o corpo era o de uma menina. Novos exames, feitos em 2022, no entanto, revelaram que se tratava mesmo do menino desparecido.

Lucas Bossi, irmão de Leandro, falou à época da descoberta: É um sentimento de traição, como se a gente não tivesse direito à Justiça. Toda verdade deveria ser revelada há 30 anos e fomos privados disso. Se era a ossada que existia naquele momento, o que impede de achar que esse exame de DNA de agora não está errado? Ficamos 30 anos sem enterrar o corpo, sem poder fazer algo com aquele saco que só tem 'restinho' dele. Meu pai faleceu sem saber disso, sem enterrar o Leandro. Estamos em um estado de choque".

A família de Leandro, principalmente seu pai, jamais deixou de procurar por ele e em 1996 uma criança encontrada em Manaus foi apresentada como sendo o menino desaparecido. João chegou a reconhecer o menino como seu filho e a criança conviveu com a família por duas semanas. A farsa, no entanto, caiu por terra após um exame de DNA: tratava-se de Diogo Moreira Alves, que depois foi devolvido à mãe biológica.

Em 10 de junho de 2022, o governo do estado do Paraná afirmou que uma ossada analisada corresponde com o material genético de Leandro Bossi.

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