𝐂𝐡𝐚𝐩𝐭𝐞𝐫 𝟏 ⇝ ᶠⁱʳˢᵗ ᵛⁱᵉʷ

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Os pássaros cantam alto, mas não de uma maneira irritante, cada pio acalmava a mente de Sunghoon. Estava cedo e o jovem se recusava a levantar para se aprontar pra' faculdade.

Mesmo com toda a preguiça, lembrou-se de que não era herdeiro e precisava estudar. Rapidamente levantou, pegando suas roupas e indo tomar um banho.
Enquanto a água escorria por seu corpo, sua mente pensava em todos os trabalhos que precisava entregar naquela mesma semana, mas não conclui nenhum.

Adormeceu com sua cabeça apoiada na parede do chuveiro. Acordou no susto quando ouviu batidas fortes na porta, vindas de Jungwon.

— Desceu pelo ralo, Sunghoon? — Disse dando outros tapas na porta.

Sunghoon se apressou, saiu de seu banho, arrumou suas coisas e foi pegar o metrô.
Por sua sorte, o metrô fica bem na esquina de sua faculdade. Seu único problema era a distância de sua casa, rodava a cidade toda só para ir embora.

O metrô estava entupido de gente, quase que não dava pra respirar. Acidentalmente, durante a viagem, foi empurrado e acabou caindo em cima de uma jovem  que estava sentada em sua frente.

Automaticamente, Sunghoon corou e suas bochechas ficaram extremamente rosadas. Não sabia com reagir em uma situação dessa. A jovem começou a rir.

— Tudo bem? — O ajudou a levantar, junto de outros passageiros que estavam em pé.

Como não conseguia responder verbalmente, por ser muito tímido, assentiu que sim com a cabeça.

Sunghoon odiava qualquer situação que precisasse interagir com outro ser humano, para sua "sorte", sempre estava envolvido em momentos embaraçosos.

(...)

Chegou em sua faculdade, ainda pensando no ocorrido do metrô e escondendo sua cara envergonhada.

Se direcionou até sua sala somente olhando para o chão, sem prestar muita atenção para onde estava indo. Entrou na sala errada, de uma matéria de outro período.
O menino ficou impressionado com sua capacidade intelectual e decidiu continuar sentado até o próximo tempo.

Enquanto estava sentado, ficou mexendo em seu celular na espera de que o tempo passasse mais rápido. Recebeu uma mensagem de uma colega de classe, Yoshida Sayuri.

"e ai? vai faltar hoje?"
"todo mundo combinou de ir no café que abriu na frente do escritório que tu trabalha, vai perder essa?"

Sunghoon explicou detalhadamente o porque não estava na aula certa e concordou em sair com seus colegas de turma mais tarde, o que surpreendeu a maioria, já que o mesmo nunca saia de casa sem ser para trabalho ou faculdade.

(...)

Infelizmente para Sunghoon, a aula acabou mais cedo e eles poderiam ficar um bom tempo no café antes de seu trabalho começar. Enquanto Sayuri reunia o pedido de todo mundo, para que não ficassem esperando muito, duas meninas estrangeiras se aproximaram e uma delas chamou a atenção de Sunghoon.

— E ai, Sayuri! Você nem pra' avisar que vinha aqui hoje! — A mais alta reclamou. — Desculpa chegar assim, tudo bem com vocês? — Disse com um sorriso radiante.

Naquele momento, Sunghoon se encontrava completamente paralisado e impactado com a beleza extraordinária daquela menina.

— Desculpa, Isa! Eu ia falar, mas eu fechei com a galera da faculdade. — Sayuri a respondeu. — Vocês se importam delas sentarem com a gente? — Perguntou para todos sentados na mesa.

Em um tom uníssono, todos respondem que não se importavam e que estava tudo bem, menos o Sunghoon ainda travado.

A mais alta antes de sentar-se resolve se apresentar para todos.

— A, eu não disse meu nome! — Coloca seu cabelo para trás da orelha. — Me chamo Isabelly, é meio difícil pois sou brasileira, então podem dizer Isa que fica mais fácil! — Deu um sorriso simpático, cutucando o braço da outra menina que estava com ela.

— A, desculpa! Me chamo Emily. — Se sentou vergonha de estar ali.

— Isa, de onde vocês conhecem a Sayu? — O rapaz sentado ao lado de Sunghoon questiona.

— A gente mora junta, ela achou duas estrangeiras abandonadas no meio da rua e resolveu adotar! — Brincou, tirando um sorrisinho de Sunghoon.

Ele tinha tantas perguntas, queria conhecer ela, mas seu corpo estava completamente travado sem conseguir mexer um dedo sequer. Suas bochechas estavam coradas.

Sayuri voltou e perguntou o porque Sunghoon estava parado parecendo uma estatua. Isso fez com que a atenção ficasse voltada para ele e isso era a pior coisa do mundo. Sem saber o que falar, pegou sua bolsa e se levantou.

— Tenho que ir trabalhar, desculpa gente. — Se curvou e saiu do café.

Quando atravessou a rua, antes de entrar no estacionamento do qual trabalha, olhou para trás e viu que Isabelly mantinha sua atenção nele. Suas pernas começaram a tremer tanto, que parecia que a qualquer momento ele podia derreter e cair no chão.

Sunghoon chegou na recepção do escritório pálido, suando frio. Muito provavelmente sua pressão estava abaixo de 10. Seus colegas de trabalho levantaram para ajuda-lo a se sentar, rindo de sua situação.

— Aposto 10 reais que pediram informação pra ele na rua. — O menino do balcão disse enquanto dava um copo d'água nas mãos de Sunghoon.

(...)

gente nada de muito importante nesse capítulo ✌🏻✌🏻✌🏻 so pra começar mesmo bjsss

Coffee and tears Where stories live. Discover now