!.愛ᶜᵃᵖᶦᵗᵘˡᵒ ⁵ ☁炎

93 71 7
                                    

Clarice, ao ouvir as palavras irônicas de Seraphina, expressou surpresa em seu olhar, sem compreender completamente o tom usado

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Clarice, ao ouvir as palavras irônicas de Seraphina, expressou surpresa em seu olhar, sem compreender completamente o tom usado. Afastou-se das mãos de Seraphina que repousavam em seus ombros, dirigindo-se apreensiva em direção a Morgana. Seu olhar refletia o medo arraigado de ser sequestrada, uma precaução aprendida em meio às advertências de seu pai nobre.

Morgana, ao ver a expressão temerosa de Clarice, ficou surpresa e indignada, mantendo um semblante sério. Clarice, ao se aproximar, abraçou Morgana, buscando proteção na figura familiar diante do desconhecido. Morgana, com desgosto evidente em sua voz calma, pegou parte de sua roupa e a afastou de Clarice, jogando-a na direção de Seraphina.

— Minha nossa, ela parece um animal assustado... Mas, enfim, entrem antes que eu vos quebre as pernas como aqueles porcos ali!

Morgana indicou seu rebanho suíno, notando que alguns deles estavam abatidos, enquanto algumas gotas de sangue escorriam no local onde ela os sacrificava para garantir seu sustento. Com uma expressão séria e um olhar penetrante, procurava intimidar Clarice, que, por sua vez, se apegou ainda mais a Seraphina, resultando em um sutil sorriso lateral desta última.

Clarice e Seraphina adentraram na modesta moradia de Morgana, encontrando um espaço limpo e organizado. Nos arredores, havia um poço considerável, camuflado por algumas madeiras. Seraphina, surpreendida pela presença de uma fonte de água, expressou sua curiosidade. Naquele período, apenas os nobres detinham tal luxo, tornando intrigante a descoberta de que Morgana, sendo uma plebeia, possuía esse recurso. Aproximando-se de Morgana com um sorriso de lado, Seraphina comentou:

—  Um poço escondido em tua propriedade, que interessante... Podemos beber da água dele ou até mesmo nos banhar?

Morgana, inicialmente indignada com a audácia de Seraphina, apreciou o fato de terem pedido em vez de se apropriarem sem permissão.

— Ah, claro. Finalmente, pediste algo a mim. Mas, saibas que ainda vou descontar nas maçãs que tiraste de mim!

Morgana proferiu com um tom autoritário, mesclado com uma satisfação genuína. Ter alguém para conversar em sua casa silenciosa, distante da vila, era algo que ela apreciava.

Morgana observou Clarice, que permanecia de pé, enquanto Seraphina e Morgana se assentavam à mesa de madeira. Morgana, com surpresa e seriedade, exclamou:

— Essa mulher não pretende se assentar? Ainda não trocou nenhum diálogo comigo.

Clarice, envergonhada, recebeu a ordem de Seraphina para se sentar na cadeira ao lado. Mesmo contrariada, Morgana suspirou e revirou os olhos diante da aparente influência de Seraphina sobre Clarice.

Morgana observou Seraphina com um olhar curioso enquanto esta trocava diálogos em sussurros com Clarice. Morgana, intrigada, comentou:

— Ela é tua companhia constante agora? Que peculiar...

O interesse de Morgana nas interações entre Seraphina e Clarice era evidente, e ela colocou a mão sob o queixo, lançando um olhar perspicaz para as duas. Em seguida, Morgana, com um tom sarcástico, acrescentou:

— Então, é assim que ganhas a reputação de bruxa? Raptar mulheres nobres para diálogos não é nada simples...

As palavras de Morgana eram permeadas por uma curiosa mistura de interesse e ironia, enquanto seu olhar se fixava nas duas mulheres, deixando-as um tanto surpresas diante do sorriso que se desenhava em seu rosto. Morgana, claramente, buscava impor sua presença sobre Clarice, tentando incutir respeito e obediência nela, conforme as diretrizes de Seraphina. Essa mulher demonstrava uma personalidade dominadora, desejando ter controle sobre tudo e todos ao seu redor.

Enquanto isso, Seraphina soltava uma risada descontraída, respondendo a Morgana de maneira despreocupada:

— Eu não a sequestrei, de forma alguma. Apenas cruzava meu caminho na floresta e a encontrei desamparada. Decidi oferecer abrigo, nada mais.

Seraphina, distraída, servia-se de um bule de café, despejando-o em sua xícara. Ao experimentar a bebida, percebeu a ausência de açúcar, o que a fez fazer algumas caretas. Com um gesto enfático, colocou a xícara na mesa e comentou:

— Céus, como consegues beber isso? Sem açúcar e um amargor insuportável. Nunca deixas de me surpreender, Morgana...

Morgana observou Seraphina com uma expressão desgostosa, degustando seu café em uma xícara de barro com aparência antiquada, indicando o uso ao longo de anos. Erguendo uma de suas sobrancelhas em sinal de surpresa, ela manifestou desagrado por notar que Seraphina não apreciara o café sem açúcar, uma bebida que, até então, era uma preferência dela.

Morgana, um tanto magoada, formou um bico com seus lábios, tentando dissimular, e empurrou uma xícara de seu café em direção a Clarice, que estava absorta em seus próprios pensamentos, observando distraída o chão. Morgana, com um olhar de raiva dirigido a Seraphina, que tentava dissipar o sabor azedo do café da anfitriã sacudindo água na boca, sugeriu a Clarice:

— Prove um pouco, talvez tenhas bom gosto...

Olhando nos olhos de Clarice, tentando intimidá-la, Morgana acrescentou com seriedade:

— Não me decepcionas, Clarice...

Posteriormente, voltou-se para Seraphina, que mantinha um sorriso forçado, enquanto Clarice, dando um gole generoso no café de Morgana, logo se arrependeu. Cuspindo sem querer pela boca e nariz, seu rosto tornou-se vermelho enquanto tossia. Seraphina, tentando conter o riso com a mão sobre a boca, Morgana exibiu uma expressão de tristeza e perguntou:

— Meu café é tão ruim assim?

Seraphina, soltando uma risada, observou as bochechas e o nariz corados de Clarice e comentou:

— Encare a realidade, ninguém aprecia teu café.

As três mulheres permaneciam sentadas, com Seraphina sendo a única a rir, tentando confortar Clarice, que tinha o nariz ardendo. Enquanto Seraphina ria, Clarice ficava irritada com a situação. Morgana ponderava sobre como Seraphina e Clarice detestaram seu café, com as mãos no rosto. Repentinamente, batidas na porta atraíram a atenção de Morgana, que, ao espiar pelo buraco na porta, avistou uma mulher de cabelos cacheados, vestida de forma chamativa e com alguns brincos no ouvido. Empurrando Seraphina e Clarice para a porta dos fundos, Morgana agradeceu pela visita e tentou continuar sua frase, mas foi interrompida pela entrada desajeitada da mulher bêbada.

A recém-chegada cambaleou até Seraphina e Clarice, surpreendendo-as. A mulher, visivelmente embriagada, foi de encontro a Morgana, que a recebeu como se a conhecesse há anos. Seraphina, com as sobrancelhas erguidas, assistia à cena em silêncio, assim como Clarice. Diante do inusitado abraço, Seraphina questionou:

— O que está acontecendo aqui, Morgana? Nunca vi ninguém te abraçar assim.

⌊ 𝕽𝐄𝐍𝐀𝐂𝐈𝐃𝐀𝐒 ⌋ Onde histórias criam vida. Descubra agora