Capítulo 9- Mal comportamento

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Os dias pareciam passar de forma lenta e dolorosa para a família Kelleher, mas a sorte estava ao lado da mulher internada que obtinha uma perceptível melhora, o que fez com que fosse viável a intervenção para a cirurgia, em que seria implantado o cardiodesfribilador.

Como prometido, Gien estava ali no quarto após o procedimento cirúrgico, e pode vê-la abrir os olhos, mesmo que somente um instante para logo após voltar a inconsciência — o que para o doutor era dito como algo normal, o que o dava certa paz de espírito, a curto prazo.

— Ela está realmente bem? — Kenneth indagou.

— Está estável, pelo menos agora, ela deverá ficar mais alguns dias no hospital para controle, e a melhora da Covid, mas creio que depois poderá retornar a sua vida normalmente, claro com algumas ressalvas. Devem um grande agradecimento a doutora Muller, se ela não tivesse tido o tino para esse eventual diagnóstico precoce, a senhorita Taíssah poderia ter um destino muito diferente. Por enquanto ela se manterá sedada, e estaremos administrando remédio para dor, já que os sintomas ainda permanecem, o que resta agora é esperar.

❀ ❀ ❀

Taíssah Kelleher olhava de forma aborrecida as paredes brancas do quarto em que estava. Havia acordado e se deparado com o ambiente já familiar, ainda estava um tanto zonza e enjoada, era normal pelo que haviam dito depois da cirurgia.

Tinha de ficar de repouso e isso a enchia de frustração, não era do seu feitio ficar tanto tempo ociosa, ia totalmente contra a sua natureza. A única coisa boa era estar na presença de Zane, ele era um enfermeiro que ela já conhecia— já haviam trocado olhares, e até conversado de maneira breve, mas não haviam tido nada demais. Mas ele estava ali para cuidar dela, e isso era uma ótima distração desde que entrara no hospital, e não da forma convencional quando ia diariamente a trabalho, agora era a paciente.

— Está se tornando uma preguiçosa, han, está dormindo novamente? — Ele indagou a vendo de olhos fechados ao entrar no quarto.

— Olha quem fala. Não tem muita moral para falar de mim né?

Ela disse revirando os olhos, falando de forma debilitada, dando uma boa olhada no visual praieiro do mesmo, que adorava estar beira-mar.

— Vejo que aqui tem alguém aqui com o humor bem azedo. Como está se sentindo hoje?

— Como acha? Estou entediada de estar aqui, juro que se tiver que passar mais uma noite neste lugar terão de me mandar para a ala psiquiátrica, porque ficarei maluca.

— Pare de ser uma velha rabugenta! — Ralhou o moreno com um sorriso para provocá-la, o que de fato deu certo, indicado pela feição irritada no rosto da mulher de olhos amendoados.

— Quem você pensa que é? Para

Não teve tempo para retrucar algo: o moreno tomou seus lábios com um beijo, ao contrário de sua postura calma e pacifica seu beijo era quente e deliciosamente viciante. A mulher tentava a todo custo comandar o osculo entre os dois, — mas ele por simples divertimento— a fazia ceder, o que a deixava deveras irritada, mas ele gostava disto, adorava quando ela perdia a sua compostura.

Era uma competição que jamais iria ter um ganhador, ou no melhor das hipóteses os dois sairiam ganhando.

— Ah, me desculpa, eu realmente não queria atrapalhar, me disseram estar com um enfermeiro, mas eu não sabia que era desse jeito.

Uma jovem mulher disse entrando na sala. Taíssah se recordava da feição dela, era ela que havia diagnosticado sua doença pelo que havia dito seu médico, o doutor Fause.

Desabrochar do amorOnde histórias criam vida. Descubra agora