Mingyu e Seungkwan deitaram-se na cama do Kim e decidiram ficar apenas conversando. Mingyu adorava o cafuné de Seungkwan, era tão reconfortante.
- Me fala um poco sobre sua semana, Gyu. Eu falo tanto sobre a minha vida, mas as vezes sinto que tenho te deixado um pouco de lado...
- Tá tudo bem meu amor – sorri gentil virando-se para ele – bem... comecei um novo romance. Um romance policial.
- Sério? E sobre o que é? – também se virou para ele.
- Sobre um detetive que tenta investigar o caso de um garoto foragido. O garoto é suspeita de um crime terrível e no meio da investigação, quando todas as pistas estão claras de que ele é o culpado, uma nova morte acontece. Como os clássicos de Agatha Christie.
- Tenho certeza que vai ser um sucesso. Me conte mais.
- A questão é que o garoto... é culpado... por ambos os crimes. Porém, a culpa não é necessariamente dele.
- Me parece uma história bem mais profunda do que um simples enigma e uma caça ininterrupta.
- Sim – o olha – você tem razão...
Seungkwan tinha olhos inocentes durante aquela noite e a luz que batia no seu rosto o deixava ainda mais agradável. Mingyu adorava isso no seu Boo, o quanto ele tinha virtudes. Seu senso de humor e a forma como as bochechas levantavam quando sorria.
Entretanto, mesmo em meio a tanta beleza, ainda tinha algo no fundo de sua garganta que deixava o Kim um pouco fora de si. Aquele suspiro baixo e as mãos acariciando o seu tronco. Ah, como adorava aquele contato... era apaixonado e queria devotar-se a ele. Devotar-se a Seungkwan. Devotar-se a aquela sensação, aquele sentimento... aquele toque... aquele maldito e desesperadamente bom toque.
- Boo – sussurrou o apelido enquanto se inclinava.
- Que foi? – sorri mais uma vez e o sente beijar seus lábios.
Mingyu tocou sua pele e o beijou com ternura. Seungkwan não sabia o que esperar, mas sabia que tudo o que fizessem aquela noite em meio a quatro paredes e uma cama de casal mal arrumada seria magnificamente bom.
Perto da meia noite, Seungkwan levantou-se da cama de Mingyu e colocou as peças de roupa que lhe faltavam assim vendo o Kim despertar do sono.
- Você já vai? – perguntou ele deitado na cama.
- Preciso ir buscar o Woo. Mas, sabe, amanhã eu e ele vamos na fazenda do Shua e do Seok. Quer vir?
- Será que eles vão deixar? Eles não vão muito com a minha cara.
- Gyu – voltou a cama apenas para falar perto dele – eles sabem muito bem que você é meu namorado, então não podem fazer nada a não ser aceitar, ou eu não vou.
- E o Woo?
- Sinceramente, as vezes não há nada de errado em só ignorar o que ele deseja. O Woo é uma criança. Ele não entende isso ainda... Então se você for o padrasto dele, ele vai ter que entender que não é só sobre ele esse momento. Mas vou deixar pra explicar essa parte da vida depois pro Woo.
E então mais uma vez se beijaram como despedida e Mingyu o acompanhou até a porta.
Seungkwan após dias sofridos e pesados voltou pra casa com o coração aquecido.
Pela manhã enquanto Seungkwan vestia o pequeno Boo, aproveitou para ter uma breve "conversinha".
- Filho, presta atenção no papai – segurou suas mãos – eu só quero que você saiba que eu nunca vou deixar de te amar e que você sempre será minha prioridade, independente do que aconteça. Entende? – viu ele concordar – mas... o papai também tem uma vida além de ser o seu pai – afagou seus cabelos – e o Gyu tem feito parte desse outro lado da minha vida. Ele é o meu namorado. E namorados se beijam. Menos crianças, crianças que namoram não podem se beijar, apenas adultos.
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I LOVE YOU so... 00:00
FanfictionSeungkwan agora tem uma nova vida, novas amizades, mas, um novo amor? Ele não sabe se consegue, nem se pode ter um novo amor. Ainda mais agora que, se não voltar pra casa até meia noite... ele vai se tornar aquilo que ele mais teme: Um pai ausente. ...