𝟢𝟦. Blood Test

811 89 68
                                    

CAPÍTULO 4: Prova do Sangue

A nova vida de S/N parecia perfeita por um tempo, duas novas amigas que importavam-se com ela - como ninguém se importou.

Quatro mulheres que roubavam sua atenção como um ladrãozinho em um grande assalto.

Pensava em todo seu estado atual enquanto massageava seus cabelos longos debaixo do chuveiro, cheios de shampoo. Um aroma inconfundível: mel e limão. O cítrico do limão misturando-se tão bem com o doce do mel. Delícia! E melhora quando esse cheiro está em suas madeixas.

Nunca pensou que estaria morando em um castelo gigantesco como este. Achava que moraria em uma rua deserta, ou que estaria morta, dentro do corpo de um lyncan, ou assassinada em algum canto.

E agradeceu eternamente por Mãe Miranda ter olhado para sua bunda e a ter escolhido como a nova empregada. A faz eternamente feliz e grata.

Cantarolando no banheiro, às vezes a criança nem lembra que está atrasada. E que sua chefona não tolera atrasos, nem se for por cinco segundos - e isto está escrito no contrato inexistente que a trama criou para dar mais emoção a história.

S/N arruma-se rapidamente para seu trabalho, em que ela está atrasadíssima. Mas vamos dizer, hoje começará o dia diferente, Lady Dimitrescu fará a prova do sangue.

E testará se alguma empregada ainda está apta para trabalhar em seu castelo, se não estiver, próximo brinquedinho para suas filhas.

No entanto, quem estiver relativamente bem, continuará a trabalhar para a Senhora. E uma dessas pessoas pode ser a pequena adulta que está a correr no corredor, não sei ao certo se ela está bem ou se está em uma maratona.

Assim que junta-se a fila simétrica em frente a câmara da Lady, respira fundo, tentando juntar-se a posição reta das outras servas.

Nem Beatrice nem Amélie parecem a vista. Então ela está sozinha, só. Sem ninguém. E terá que se guiar. Por mais que a criança já esteja a mais de duas semanas ali, nunca chegou a passar por aquele corredor, em específico.

Quem limpava aquele corredor, e entrava nos quartos, era Amélie. Seja por ela ter mais tempo ou porque prefiriam-na ali.

"Próxima!" mais duas e era a vez da mulher.

E de novo, e de novo, e...

"Próxima!" sua vez.

Agora não teria como escapar. Nem se tentasse.

Queria ela escapar, não dar seu pescoço a uma mulher que nem sequer teve contato, se entregar assim só para ver se estava apta para continuar seu trabalho ali, não queria! De jeito algum!

Mas não pôde mudar de ideia quando finalmente entrou naquele quarto. Não era tão iluminado, era chique, luxuoso e continha coisas que ela nunca teria, como em todo o castelo.

Vasos luxuosos que dentro haviam flores grandes e magníficas. Uma cama grande e alta, com lençóis nas cores branco e dourado, travesseiros com capa de cetim dourada e panos que pareciam ser do melhor material e do preço mais salgado.

Nunca pensou que entraria em um quarto deste jeito, tão...chique. Chique demais!

E não sabia se seria grata a Mãe Miranda por ter olhado descaradamente para sua bunda ou se seria uma ingrata, dando-lhe um tapa na cara e chamando-a de incompetente.

The Maid; ⠀ ⠀ ⠀Lady DimitrescuOnde histórias criam vida. Descubra agora