Neste intrigante relato histórico, quatro mulheres destemidas da Idade Média buscam independência em um mundo dominado por normas opressoras. Longe de desejarem o caminho tradicional de casamento e submissão, elas desafiam as expectativas, enfrentan...
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William franziu o cenho, perplexo com a acusação sem sentido de Marryson. Com um misto de irritação e ironia, exclamou:
— Então é minha culpa você ser o puxa-saco da professora? Como se já não tivéssemos aprendido o suficiente, quantas vezes ela já mandou você me atormentar, não é, Marryson?
Marryson permaneceu calado, ainda chorando, enquanto William prosseguia:
— Diga logo! Eu sei que nem ela nem você gostam de mim! Essa farsa acabou, Marryson.
Marryson, visivelmente abalado, secou as lágrimas que escorriam por seu rosto e se aproximou de William, cuja postura denotava prontidão para qualquer possível violência. No entanto, Marryson surpreendeu-o ao invés de agredi-lo, envolvendo-o em um abraço forte e apertado. William ficou atônito, seus olhos se arregalaram levemente diante da inesperada demonstração de afeto. Enquanto ainda estavam envolvidos no abraço, Marryson falou:
— Eu não te odiava, William. Era a professora Suze que nutria um sentimento negativo em relação a você, e eu não sei por quê.
William fez um ar de desdém ao responder:
— Talvez seja porque nunca me aproximei tanto dela quanto você fez!
Marryson ficou furioso com o comentário, reagindo com um empurrão que atingiu a virilha de William, fazendo-o gemer de dor. Já exausto da situação, William sentia-se irritado com as implicâncias da professora e agora com a presença de seu inimigo na mesma sala suja e empoeirada. O mofo no ar estava testando sua paciência ao limite.
Em um acesso de raiva, William agarrou os cabelos ruivos de Marryson, iniciando uma briga enquanto Marryson se defendia, ficando por cima de William. Nesse momento, a porta se abriu lentamente, revelando a expressão séria e desgostosa do pai de William, que encarava a cena com uma expressão severa.
Marryson se ergueu de cima de William, adotando uma postura séria e formal. No entanto, antes que William pudesse reagir, Marryson desferiu um chute leve em suas pernas.
O pai de William segurou firmemente o braço de seu filho e sussurrou com veemência em seu ouvido, arrastando-o vigorosamente para longe da sala empoeirada.
— Você quer que eu o desmembre aqui na frente dessas crianças insensatas?
William ficou chocado, pois todas as memórias de sua infância vieram à tona, desde suas travessuras até as palavras severas de seu pai. A cena trouxe uma enxurrada de lembranças para o homem que agora não era mais uma criança.
William estava tentando conter as lágrimas diante das palavras cruéis proferidas por seu pai, Willie. Com um olhar carregado de raiva, ele enfrentou o pai, segurando firmemente seu colarinho.
— Você realmente acha que não percebi antes, que não passo de uma fraude, fingindo ser um homem de verdade?
Disse William, sua voz carregada de indignação. Então, em um tom de desafio, continuou:
— E daí se me deitei com outro homem? Se quer me atingir com isso, saiba que pouco me importa! E saiba que eu estou pouco ligando pra essas...
O pai de William desferiu um golpe na barriga de seu filho, provocando um grito de dor. William, prestes a revidar, foi surpreendido pela chegada dos servos de seu pai, prontos para atacá-lo. No entanto, Willie fez um gesto para impedi-los, antes de se aproximar de William com um sorriso malévolo.
— Nossa conversa termina aqui. Vá com sua... amiga, aquele garoto sujo, assim como você. - Disse Willie, cuspindo perto de seu filho antes de desaparecer na estrada da vila nobre.
William, envolto por uma mistura de raiva e determinação, dirigiu-se à casa dos nobres. Ao alcançar a imponente porta, foi atendido pelo patriarca da família, um homem de expressão séria e autoritária. Com um tom respeitoso, William indagou:
— Está Marryson disponível, senhor?
O pai de Marryson olhou para William com um semblante indecifrável por um momento, antes de finalmente responder:
— Marryson está ocupado no momento, jovem William. Talvez seja melhor retornar mais tarde.
Nesse instante, Marryson apareceu atrás do pai, surpreendendo William. Com um sorriso tímido nos lábios, ele interveio:
— Pai, deixe-o entrar. Preciso falar com ele.
O pai de Marryson, visivelmente surpreso com a cena, cedeu e permitiu que William entrasse.