❝ Lisa Manoban e Jennie Kim eram o completo oposto, o perfeito oposto e nada poderia contradizer isso.
As diferenças entre ambas e o ódio que reinava entre elas desde do incidente do patins na sexta série era algo que ficava claro para todos. Não s...
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AS RUAS ESTAVAM ESCURECENDO e também estavam quase completamente pacatas. O skate estava me guiando, para algum lugar desconhecido. Eu não sabia bem para onde ele iria me levar. Talvez para o centro da cidade ou para alguma viela.
Comecei a correr mais rápido com ele, eu só queria descontar tudo que estava me atormentando. Desde a morte dos meus pais venho me sentido assim, desde que a família Park acolheu eu e meu irmão para morarmos com eles na Coreia. Como eu odiava sentir isso, só precisava correr e encontrar um pouco da minha paz perdida entre as amplas ruas de Seul.
Papai e mamãe morreram em um incêndio que ocorreu na confeitaria da família, a confeitaria Manoban. Meu irmão teve ferimentos leves, mas eu tive ferimentos maiores. Uma grande queimadura nas minhas costas de quando tentei socorrer mamãe. Eles morreram abraçados. Não derramei nenhuma lágrima no velório, mas chorei por duas semanas seguidas, toda noite logo depois.
Minhas tias, avós e outros familiares ficaram encarecidos com a situação, mas não o suficiente para acolher eu e meu irmão gêmeo, Bambam. O que restou foi irmos morar com nossos vizinhos que estavam de mudança. Fomos oficialmente adotados por eles no começo das férias de verão, e agora, finalizando as férias e perto de começar a nova temporada de aulas, eles voltaram e se mudaram junto com nós para a cidade natal da família, Seul, na Coreia do Sul.
Bambam não entendia bem a situação, ele achava tudo como uma maravilha, mas eu entendia e não gostava nem um pouco da situação. A família Park ficou com a gente apenas por pena, e se não fosse a pena deles, nós dois estaríamos em um lar adotivo na Tailândia. Eu odiava aquilo, não queria ser motivo da pena de ninguém, eu conseguiria lidar com tudo aquilo sozinha. Por mais que eu tivesse apenas doze anos.
Hoje era o meu primeiro dia em terras coreanas, minha nova casa, que nunca seria meu lar. O senhor e a senhora Park tinham uma filha única e nós gostávamos de brincar na rua quando eu morava com meus pais. Mas a ideia de eu e meu irmão, dois intrusos, irem morar na casa dela não a agradou e desde então ela decidiu não falar comigo. E foi por isso que agora estou rodando pela cidade sem rumo, por causa de uma discussão que tive com Chaeyoung.
Ela disse que eu queria roubar os pais dela, sendo que eu nunca pedi para eles terem pena de mim. Eu falei algumas besteiras, que os pais não ligavam muito para ela e ela se estressou e gritou comigo.
Acabei me distraindo refletindo toda aquela situação e nem percebi que tinha entrado na direção de uma pracinha que ficava perto de um conjunto de casas. Quando vi, já era tarde demais e eu já estava caída no meio da praça. Eu tinha batido em algo, algo alto e duro com uma traseira enorme.
Quando percebi e olhei para o lado, vi que tinha atropelado uma garota de patins e agora ela esperneava como nunca. Feito um bebê. Sua aparência estava intacta. Ela não tinha um ralado ou arranhão e seu patins estava em ótimo estado, ainda em seus pés. Ela parecia ótima, mas soltava grandes berros que chegaram a me assustar.
Senti um pingo percorrer pelo meu rosto e descer pelo nariz, quando toquei na minha testa, senti algo líquido, era sangue. Eu estava com a testa rachada, que nem o Harry Potter. Quando olhei para baixo e vi um grande arranhão no meu joelho e meu skate quebrado e partido no meio, comecei a surtar internamente.
O homem que estava ajudando a outra garota veio em minha direção, seu rosto furioso e o bigode contorcido, que nem o daquele pintor famoso.
— Olha o que fez, pirralha! Minha filha está toda machucada por sua culpa! – Ele dizia como se eu tivesse feito um grande estrago naquela garota.
— Pirralha é ela! Que parece uma macaca e não para de chorar. – Gritei e peguei as peças do skate do chão, olhando para a grande bagunça que eu tinha feito. O brutamonte do pai da garota segurou meu braço enquanto a esposa dele ajudava a menina.
— Você não ouse falar da minha filha assim, e olhe bem. Eu só não faço você engolir esse skate porque eu tenho uma reputação a zelar e preciso manter a minha postura de bom moço. Mas não ouse mais tocar na minha filha, sua idiota! – Ele soltou meu braço bruscamente e voltou para ajudar a filha.
Eu fiquei olhando para toda aquela cena, segurei firmemente meu skate e corri de volta para casa onde chorei por mais horas seguidas. No final, eu acabei encontrando a mesma garota no dia seguinte, na volta as aulas da sexta série, eu jurei odiar aquela garota para sempre e ela também me odiava também.
O nome da garota era Jennie Kim, a minha eu do passado não sabia, mas aquela garota iria ser a minha ruína. E aquele rachado da testa que ela me causou, não se compara com a dor que eu causei para ela anos depois.
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Olá, pessoas! Eu sou a Bella e esse foi o prologo de TEENAGE DREAM, minha primeira fic Jenlisa. Me contem se gostaram, se acharam bom e se estão ansiosos para os próximos capítulos. Gostaria de agradecer a iiyu4npela capa maravilhosa que ela fez! É isso e até a próxima!
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