+18| Fake dating| Strangers to friends to lovers| Slow burn| Gravidez inesperada
TATIANE é apaixonada por seu melhor amigo desde a adolescência, e quando finalmente cria coragem para se declarar, se depara com uma verdade que a fere muito: ele a vê...
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Eu nunca tive um jantar com um homem, tão agradável quanto o que acabei de ter com o Pedro.
Talvez a razão fosse a nossa amizade e uma certa intimidade que havíamos construído. Entretanto, sabia que não era. O anjo estava em minha vida há um mês, e neste curto período já tinha feito coisas por mim que meu melhor amigo nunca, sequer, perguntou se eu gostaria.
Guilherme nunca me ouviu ler, nunca me deixou dormir em uma ligação, pois sempre desligava antes. Ele nunca pediu sorrisos em troca de um café da manhã que tinha se tornado o meu favorito.
Mas para não dizer que nunca fez nada, meu amigo sempre sabia o presente certo a me dar, esteve comigo nos meus piores momentos, e sempre soube o jeito de certo de me fazer sorrir.
A diferença agora, era que Pedro só decidiu que faria cada uma das coisas que citei antes. Não foram preciso terceiros para o meu anjo notar quando eu estava para baixo, não foi preciso eu pedir por sua companhia, porque ele fez questão de ficar comigo.
E antes, quando eu disse que não ligava que ele se sentisse o mais importante, estava sendo sincera. Pedro é mesmo, não por uma comparação injusta, ou bajulação da minha parte.
Ele apenas chegou em minha vida, abriu as portas em meu coração e ganhou um cantinho especial todinho para si. Foi mérito próprio, pelo anjo ser quem é, com o seu jeitinho divertido, meio dramático, fofo e cheio de tantas outras qualidades admiráveis.
— Tira uma foto comigo? Precisamos ter uma, pelo menos — pedi, segurando a sua mão grande e puxando-o até o ambiente mais casual, perto do piano.
Era um cenário lindo para fotos, eu precisava de uma aqui com o Pedro, pois sozinha já tinha muitas.
— Claro, até porque, qual casal não tem foto juntos, não é?
Ri, mordiscando o lábio inferior, um friozinho gostoso se alastrando em minha pele.
A sensação se fez presente desde que o vi na minha frente, com sua típica camisa com paisagem, uma calça social preta e um tênis da mesma cor. Para a minha tristeza, seus cachos dourados estavam presos, mas o homem continuava lindo.
Ainda mais que da última vez que o vi, o que foi ontem no caso. Como isso é possível?
Bem, a resposta eu não tinha. Porém estava amando tê-lo aqui, com sua risada deliciosa, a voz rouca e todo o carisma que vinha me cativando mais a cada dia.
— Sorria, anjo.
Ergui o meu celular, tentando encaixar o rosto dele por inteiro na tela, o problema era somente a sua altura. Nunca critiquei o apelido que me deu, contudo, agora, entendia muito bem o motivo. Pedro tinha quase o dobro da minha altura.
Ele riu, notando o meu esforço e pegou o telefone da minha mão, enrolando o braço grande em meu ombro. O enquadramento ficou muito melhor, eu abri um imenso sorriso, apoiando a cabeça em seu peito enquanto ele clicava no botão e tirava uma foto nossa.