Capítulo 18

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Seus olhos grandes não saiam da minha mente

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Seus olhos grandes não saiam da minha mente. Eles me atormentaram.

A maneira como brilhavam, cheios de desejo, em minha direção cravou uma enorme dúvida em minha cabeça.

Ela estava pensando em mim ou no imbecil?

Ao mesmo tempo em que me sentia inclinado a pensar que fosse eu, não podia pedir por isso. Tatiane é uma amiga, ela pode ser linda, atraente e muitas outras coisas, mas não posso feri-la.

Não me sinto feliz que deseje o babaca, é claro. Porém se isso significa que nada entre a gente vai ser estragado, eu prefiro que seja ele.

A quem quero enganar, não é?

Porra... Só o mero pensamento de ele sendo tudo o que ela pensa e almeja em seu futuro, enche o meu corpo de fúria. Posso não querer um romance, mas sei que sou uma opção muito melhor do que ele.

Não por egocentrismos, deixando claro. É só que, no quesito preocupação e cuidado, sou em quem sempre garante que a pequena esteja bem de verdade. Por esta razão me pergunto como o babaca se tornou o melhor amigo dela, ele não tem nada de muito útil a oferecer, pois nem a sua companhia gosta de compartilhar.

O que eu deveria estar pensando no fim das contas, não era em nada disso, mas sim, no porquê seus olhos continuavam aparecendo em meus sonhos.

E o principal, por que eu não desejava que eles se fossem, que a sua expressão sumisse?

Podia estar em uma briga constante entre razão e emoção, no entanto, o lado errado estava vencendo em disparada. Não podia ser mentiroso, enquanto a fotografava, pedia aos céus que a pequena borboleta pensasse em mim. Pedia que eu fosse o objeto de seu desejo.

Não entendo o motivo, estou sendo sincero. Só desejava, era isso.

Eu enxergo a beleza dela, é obvio, podia dizer que a achava atraente e que no dia em que voltei, por um mero segundo, me perguntei qual seria o gosto dos seus lábios.

Entretanto, tudo aquilo era perigoso demais. E me levaria para um cenário passado do qual eu fugia há muitos anos, sabendo que, uma vez que cedesse a esse desejo, não poderia voltar atrás.

Não com ela. Porque Tatiane não era o tipo de mulher que apenas uma dose bastava. Se eu a provasse, seja de qualquer forma, ficaria viciado.

Já cometi essa loucura antes e meu vício me colocou no fundo do posso. Aquelas memórias ainda me causavam calafrios, não quero voltar a ser a minha versão destruída. Mesmo que eu saiba que com a pequena borboleta as chances de isso acontecerem são nulas.

É só que, quando se tem um trauma, se abrir a mesma situação que a acarretou se torna uma tarefa praticamente impossível.

E decidido a não chafurdar nas dores antigas, saí do banho e voltei ao quarto. Antes de me trocar, verifiquei as horas, confirmando que ainda estava dentro do horário.

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