Capítulo 27

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Eu teria um grande colapso, essa era a verdade

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Eu teria um grande colapso, essa era a verdade.

A briga entre razão e emoção era intensa em minha mente. Foi preciso tudo em mim para não agarrar a pequena borboleta no meio daquela loja e beijá-la sem hora para acabar. Descer as minhas mãos pelas partes em seu corpo que possuíam a minha mente, fazendo o desejo crescer.

Porque, porra, quando Tatiane se virou e me deixou ter a visão completa de sua bunda arrebitada, presa naquele vestido, e sendo uma pequena provocadora ao soprar tais palavras, eu quase joguei o meu autocontrole para o alto.

A vontade de fodê-la nem deveria existir, mas estava lá. Nublando os meus pensamentos. Fazendo-me imaginá-la de quatro para mim, gemendo o meu nome com a sua voz doce e meiga. E como eu queria aquilo. Como a queria apenas para mim.

Era insano e errado, nós devíamos ser apenas amigos em um plano para benefício mútuo. Então, de repente, seus lábios me deixavam sedento e seu corpo, cheio de curvas, aparecia em meus sonhos sujos.

Não deveria ser assim.

Respirando fundo, olhei para o meu melhor amigo, que ria de mim como se tudo o que lhe contei fosse a piada mais divertida do ano. E não era!

Eu estava com problemas sérios. Muito, muito, sérios.

Não podia desejar foder ela, eu jurei que sua boca seria o meu único limite e desde que voltamos, depois de todo o meu esforço, o meu pau continuava duro com a imagem de sua bunda, que eu adoraria encher de tapas e mordidas...

Porra! Não, Pedro, pare de pensar na bunda da garota.

— Eu avisei que você estava fodido — Nicolas zombou, pegando o copo com sua bebida e levando a boca.

Bufei, pensando por qual razão ainda conversava com este idiota.

— Esta é a sua maneira de me ajudar? — rebati, o nervosismo percorria o meu corpo.

Estou me sentindo encurralado com todos esses desejos e pensamentos pervertidos.

— Pepeu, me responde uma coisa... Qual o grande problema em ceder as suas vontades? — indagou, o sorriso maroto até morreu. — Pois, pelo que entendi, você a quer, e ela tem demonstrado o mesmo. Não existe nada demais nisso.

Bufei novamente, revirando os meus olhos.

— Ela não quer sexo, Nicolas! — fui firme. — Tatiane sonha com uma história digna dos livros de romance que lê. Que espécie de idiota eu seria se só a usasse para satisfazer os meus desejos? Sabe que não sou deste jeito, não vou brincar com os sentimentos dela.

O sorrisinho zombeteiro voltou para a boca do meu melhor amigo, e uma fúria repentina me dominou quando ele começou a rir. Sim, a rir. Sem mais e nem menos.

— O que tem de engraçado nisso? — vociferei, a irritação aumentando em meu corpo.

— É legal te ver de quatro por ela, porque dessa vez, é saudável e fofo — deu de ombros, terminando o seu whisky.

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