+18| Fake dating| Strangers to friends to lovers| Slow burn| Gravidez inesperada
TATIANE é apaixonada por seu melhor amigo desde a adolescência, e quando finalmente cria coragem para se declarar, se depara com uma verdade que a fere muito: ele a vê...
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A aflição de Pedro também me afligia. Eu pude sentir como a culpa o fazia se ferir internamente, e isso me matou.
Ele esteve ao meu lado nos momentos mais complicados que tive de lidar durante a preparação para o desfile, me abraçou e me fez enxergar que nada daquilo era real. E só desejava fazer o mesmo, mas infelizmente não tenho o poder de mudar a cabeça das pessoas.
Como previ antes, o meu anjo estava mesmo preso a uma culpa que não merecia, e o pior de tudo, não conseguia enxergar que também foi uma vítima. Duvido muito que estivesse em seu melhor elemento naquela época, como ele esperava ter podido impedir um acidente?
Não tinha uma solução imediata, no entanto, sabia de algo que podia ajudá-lo a não chafurdar em sua dor, pois não o deixaria sofrer por algo que não tinha como evitar.
É meio surpreendente que Pedro tenha sido noivo e quase pai de uma pessoa que só o fazia sofrer, que só o feriu, e ainda mais jogando sobre o seu ombro a culpa pela perda do bebê.
Podia não o conhecer a fundo, mas tinha certeza de que o anjo jamais colocaria a mulher em risco, grávida ainda por cima, como deu a entender antes.
Ele era preocupado demais com todo mundo, não deixaria de ser com sua ex que carregava o seu filho na barriga. Tem algo muito estranho nessa história, aposto.
Porém enquanto não posso provar nada, farei questão de aliviar um pouco a dor do meu anjo. Não tenho como removê-la, como desejo, no entanto, estarei ao seu lado, para que ele entenda que não é nenhum monstro.
Terminei de me vestir, colocando a pulseira que Pedro me deu e saí do quarto, entrando na cozinha logo em seguida. Lúcia supervisionava as outras duas mulheres, ajeitando as refeições para o nosso café da manhã e ao me ver, abriu um sorriso enorme.
— Bom dia, senhorita! Deseja alguma coisa?
— Bom dia, Lúcia. Já disse que pode me chamar de Tati. — Sorri para a senhora simpática também. — E sim, eu gostaria de saber se, por acaso, conhece a loja onde o Pedro compra as roupas dele? Quero fazer uma surpresa — as minhas bochechas se enrubesceram ao ver o brilho entusiasmado em seus olhos.
— Sei, é claro — declarou, um sorriso gigante rasgando seus lábios. — Me acompanhe por favor, eu te mostro.
Então, a segui para fora da cozinha. A governanta me levou para perto de seus aposentos, onde pegou papel e caneta e anotou em um pedaço de papel a informação que eu precisava.
— Muita obrigada!
— Não tem de que. — Piscou para mim. E, mordiscando os lábios, comecei a caminhar. — Tati... — Parei no caminho, olhando-a sobre o ombro. —, queria te agradecer também. O Pepeu precisava de uma garota doce e com um coração enorme como o seu.
Fiquei sem jeito, não sabendo muito bem como receber o elogio.
— Eu... hum... — suspirei, soltando um riso nervoso. — Bem, acho que tem razão — disse, por fim, encolhendo meus ombros.