Olivia se encontra dividida entre o desejo de confessar seus sentimentos e a compreensão de que a vida muitas vezes tece tramas inesperadas. "Através da Minha Janela" é uma narrativa sobre os caminhos que o coração pode seguir quando confrontado com...
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Olivia's Pov - 23 de Novembro
Outra quinta-feira rotineira. Me levanto cedo e estudo um pouco, antes de me arrumar e sair de casa. Como de costume, acabo me atrasando, então acabo indo a pé até a parada do outro bairro. Enquanto espero pelo ônibus, ouço alguém me chamar - Oi Oli - era Henrique, aparentemente ele também perdeu o ônibus - oioi - sorrio de volta e esperamos juntos. Cerca de 5 minutos depois, o ônibus chega e subimos. Percebo que o ônibus estava parcialmente vazio e nenhum de nossos amigos estava lá, o que achei estranho, mas ignorei, passei pela catraca e sentei em qualquer lugar. Henrique senta ao meu lado - ué, cadê o pessoal? - pergunta - devem ter ido de metrô - dou de ombros, ficamos em silêncio. Pego meu livro para ler enquanto ele coloca os fones de ouvido.
Meu dia foi tranquilo, o tempo estava um pouco fechado, talvez por isso alguns amigos tenham faltado. Passei o dia estudando e conversando com minhas amigas, até que o sinal do fim do dia tocou. Arrumei minha mochila e saí com meus amigos de Jaboatão, sabia que teria que ir para casa sozinha de qualquer forma, então decidi ir com eles até metade do caminho. Ao chegarmos à parada em frente à escola, vi Henrique e Gabriela esperando o ônibus também - olha pelo lado positivo, Oli, pelo menos você vai pegar o segundo ônibus com ele - dei de ombros - É, para quem ia sozinha para casa, melhor do que nada - respondi Enola e logo pegamos o transporte. Estávamos rindo e conversando quando percebi que minha parada era a próxima, então me despedi do pessoal - Tchau amores, até amanhã - Henrique também se levantou junto com Gabriela, não sabia que a parada dela era aquela, desci e me encostei em uma parede qualquer. Vi eles descerem também e darem alguns selinhos, o que me fez desviar o olhar. Logo Gabriela seguiu na direção oposta à nossa, indo para casa, suponho. Assim que ela se foi, Henrique se aproximou de mim e tentou puxar assunto - Maria Clara não veio, né? achei que você ia pegar o outro ônibus lá em cima - ele olhou para mim esperando uma resposta - eu ia, mas ia sozinha mesmo, então decidi vir com meus amigos até aqui, pelo menos. - ele assentiu.
Esperamos por cerca de 15 minutos até que avistamos o nosso ônibus. Subi primeiro, como de costume, e passei pela catraca, indo em direção aos assentos do meio do ônibus - senta aqui na frente - ele me chamou para sentar no assento preferencial, onde havia mais espaço. Virei e andei em direção a ele, que me esperava e disse para eu sentar na janela, e assim fiz. Inicialmente ele estava no celular, conversando com sua mãe ou sua namorada, suponho, enquanto eu observava a paisagem e pensava em coisas aleatórias. Após 10 minutos, ele tirou sua atenção do celular e tentou puxar assunto - teve aula de que hoje? - perguntou olhando para mim - humanas, natureza e linguagens - respondi - recebeu a prova de linguagens hoje? - assenti - posso ver? - peguei a prova e entreguei a ele - 8,5? foi muito bom - concordei, estava levemente calada, até parecia que o gato tinha comido minha língua. Passamos mais um tempo em silêncio, até que ele tirou uma bala de sua bolsa e me ofereceu - quer? - neguei - certeza? - assenti e agradeci, ele deu de ombros e voltou a observar o caminho em silêncio. Logo percebemos que a BR estava engarrafada e que passaríamos um bom tempo ali - droga, estou com fome - ele reclamou e eu concordei - eu estou com sono, só queria chegar em casa - rebati - dorme aí que eu te acordo - ele disse, me fazendo olhar para ele com a sobrancelha arqueada. Aos poucos, fui me soltando, e a conversa foi fluindo, quase 40 minutos depois chegou a parada dele - tchau Oli - ele sorriu - tchau - eu correspondi o sorriso e fiquei sorrindo boba para a janela até chegar à minha parada.
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