Capítulo 7: A Ira de Maelis
A caverna, um santuário de segredos antigos, recebia novamente Maelis, cuja ira fervia como um caldeirão prestes a transbordar. O ser estranho a esperava, imóvel como uma estátua, sua presença tão enigmática quanto as sombras que o cercavam.
“Você falhou,” Maelis rosnou, sua voz um trovão que reverberava pelas paredes da caverna.
“Não, Maelis. Você apenas começou a compreender o verdadeiro poder que lhe foi concedido,” respondeu o ser estranho, sua voz calma contrastando com a tempestade que se formava dentro dela.
“Valoria ainda resiste. Eles se preparam para a guerra, unidos como nunca antes,” ela disse, as palavras saindo entre dentes cerrados.
“Então, deixe que a guerra venha,” disse o ser estranho. “E deixe que Valoria veja a verdadeira extensão do seu poder.”
Maelis ergueu as mãos, e a magia começou a fluir dela como uma corrente escura e sinuosa. “Eu invoco as almas perdidas, os golems de pedra, as criaturas da noite. Venham, sirvam à sua mestra!”
O céu acima da caverna se contorceu, tornando-se negro como a mais profunda meia-noite. Tempestades rugiam, relâmpagos cortavam o firmamento, e no centro de tudo, um furacão de um roxo profundo girava, um olho que tudo via e nada revelava.
O sol, sufocado pelas nuvens tempestuosas, não conseguia lançar seu brilho sobre Valoria. A escuridão era completa, e com ela, um exército de sombras emergia, pronto para seguir Maelis em sua vingança contra o reino que ousara desafiar o destino.
“Por Valoria,” ela sussurrou, mas não era uma promessa de proteção. Era uma promessa de destruição.
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