Capítulo 9: A Batalha pelo Coração de Valoria
O Vale de Valoria, um santuário de paz no coração da floresta, tornou-se o palco de uma batalha iminente. O povo de Valoria, armado e resoluto, havia se reunido ali, cercado pela natureza que sempre haviam jurado proteger.
Caelan, de pé sobre uma colina, olhou para o horizonte sombrio e gritou com toda a força de seus pulmões: “Apareça, bruxa!”
Como se atendendo ao seu chamado, Maelis emergiu das sombras, sua figura imponente à frente de um exército gigantesco. As trevas em seu olhar eram tão profundas quanto a maldade que emanava dela, uma tempestade viva de ódio e poder corrompido.
“Valoria cairá,” ela declarou, sua voz carregando o veneno de mil serpentes. “E com ela, todos aqueles que ousaram desafiar o destino.”
Caelan enfrentou-a, a raiva e a determinação em sua voz igualmente poderosas. “Nunca! Valoria resistirá, como sempre resistiu. E você, Maelis, encontrará o fim de sua maldade aqui, neste vale onde a vida sempre triunfou sobre a morte.”
Líria juntou-se a Caelan, suas mãos entrelaçadas em um símbolo de união e força. “Lutaremos,” ela disse, e sua voz era como um hino de esperança. “Pela floresta, pelo nosso povo, por tudo que Valoria representa.”
E então, um milagre aconteceu. As espadas de todos os valorianos começaram a brilhar com um poder antigo, um brilho que refletia a essência da floresta. Os guerreiros, encorajados por esse sinal, ergueram suas armas iluminadas e gritaram em uníssono: “Por Valoria!”
A floresta, o coração de Valoria, parecia se juntar a eles, as árvores sussurrando palavras de força, os animais reunindo-se em solidariedade. A batalha que se seguiu foi mais do que um confronto de espadas e magia; foi a luta da vida contra a aniquilação, da luz contra as trevas, do amor contra o ódio.
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