Capítulo 10: O Confronto das Guardiãs
O Vale de Valoria estava vivo com o estrondo da batalha. O ar vibrava com o poder da magia, enquanto o povo de Valoria enfrentava os golems de pedra, criaturas imensas e implacáveis que emergiam das sombras do exército de Maelis.
No meio do caos, Líria avançava, sua determinação cortando a névoa de desespero como uma lâmina afiada. Ela se viu frente a frente com Maelis, a bruxa cujo coração uma vez conheceu a bondade, mas que agora estava envenenado pela escuridão.
“Liria, este não precisa ser o nosso fim,” Líria começou, sua voz elevando-se acima do clamor da guerra. “Há ainda tempo para mudar, para escolher um caminho diferente.”
Maelis riu, um som que era mais frio do que o vento que assobiava pelas árvores retorcidas. “Não há escolha para mim, Líria. Não há redenção. Há apenas Valoria, e sua destruição será minha libertação.”
E assim, uma batalha de magia se iniciou entre elas, um duelo de luz e sombra que refletia a luta eterna entre esperança e desespero. Líria, com a força da floresta fluindo através dela, enfrentava Maelis, cuja magia era alimentada pelo rancor e pela vingança.
Enquanto isso, Caelan lutava ao lado do povo, sua espada encontrando o coração de pedra dos golems. Ele movia-se com a graça de um dançarino e a ferocidade de um tempestade, cada golpe um testemunho de sua promessa de proteger Valoria a todo custo.
A batalha se estendia, e o destino de Valoria pendia na balança. Mas mesmo diante da escuridão que ameaçava engolir tudo, o povo de Valoria lutava com a força de quem sabe que a luz mais brilhante é aquela que brilha na escuridão mais profunda.
“Por Valoria!” era o grito que unia todos, um grito que se tornou mais do que palavras - tornou-se a própria essência da resistência de Valoria contra as forças que buscavam sua ruína.
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