Capítulo 11: A Redenção de Maelis
O campo de batalha estava silencioso, a tensão pairava no ar como o prelúdio de uma tempestade. Líria e Maelis estavam frente a frente, a última confrontação entre luz e sombra.
“Líria,” Maelis começou, sua voz tremendo com a fúria de uma alma atormentada. “Você acha que pode me derrotar? Que pode simplesmente apagar o poder que eu conquistei?”
Líria olhou para ela, não com ódio, mas com uma tristeza profunda. “Não é sobre derrotar, Maelis. É sobre libertar. Você foi consumida pela escuridão, mas ainda há luz em você. Eu vejo isso.”
Maelis riu, um som áspero e sem alegria. “Luz? Não há luz aqui, apenas o poder que eu reivindiquei!”
“O poder que você reivindicou é uma prisão,” Líria respondeu, firme. “Você foi enganada, Maelis. O espírito maligno usou sua dor, sua raiva. Mas não precisa ser assim.”
As duas magias colidiram, uma explosão de luz e escuridão que fez o chão tremer. Maelis, impulsionada pelo desespero, lançou feitiço após feitiço, mas Líria os repeliu todos, sua magia uma muralha intransponível.
“Por que você resiste, Maelis? Por que lutar por um poder que só traz sofrimento?” Líria perguntou, enquanto desviava de outro ataque.
“Porque é tudo que me resta!” Maelis gritou, as lágrimas começando a fluir livremente.
Líria avançou, sua mão estendida não com uma arma, mas com um gesto de paz. “Não é. Deixe-me mostrar-lhe o caminho de volta.”
Com um último grito de raiva e dor, Maelis atacou, mas sua magia foi absorvida por Líria, que a envolveu em um abraço de luz pura. O espírito maligno, incapaz de suportar a pureza da magia de Líria, foi expulso do corpo de Maelis, flutuando impotente no ar.
Líria, com toda a força de sua vontade e o poder da floresta, aprisionou o espírito maligno em um vórtice de luz. “Você não tem mais poder aqui,” ela declarou, e com um gesto final, selou o espírito em sua prisão eterna.
Maelis caiu ao chão, soluçando, a maldade que a consumira finalmente dissipada. Líria ajoelhou-se ao lado dela, oferecendo conforto. “Está acabado, Maelis. Você está livre.”
Ao redor delas, os espíritos invocados desapareceram como névoa ao sol, os golems de pedra se desfizeram em poeira, e o céu, uma vez negro como a noite mais profunda, clareou até que o sol brilhou novamente, banhando Valoria em sua luz dourada.
O povo de Valoria, testemunhando o fim da batalha, ergueu suas vozes em um coro de alívio e alegria. “Por Valoria!” eles gritaram, e o vale ecoou com a promessa de um novo começo.
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