Eu fui um idiota! Não!...
Eu sou um idiota
Não sei até onde meus braços podem me levar
Nem o que podem fazer comigo
Quero apenas deitar minha cabeça no travesseiro e não pensar mais...
Quero sonhar com um mundo onde eu jogo os dados
E eles não voltam pra mimSei que me tornei raso
Dono de uma fala muda
Me tornei uma noite sem luar e sem a esperança da manhãNão sinto frio
Minha alma já foi carregada por este vento gelado que vem de dentro do abismoEu queria sufocar a minha dor, mas ela que me sufoca
E quando olhei meu pescoço, eram minhas mãos que me sufocavamQuando olhei no espelho
Vi um estranho com um olhar vazio
Que abomina ser o reflexo
De uma alma que já não quer mais "ser"...
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Fragmentos de uma existência: As sombras do subjetivo
PoetryNão há um jeito certo de observar a própria sombra (ou sombras). Há quem nunca se dê conta delas a vida toda. Mas sua realidade é inegável, e como diria Jung, quanto mais a negamos mais elas nos dominam. A magia curativa que elas possuem é proporcio...