Capítulo 42

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Pedro ficou muito estranho depois do nosso sexo, ele parecia com medo e desolado, e isso me preocupou bastante

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Pedro ficou muito estranho depois do nosso sexo, ele parecia com medo e desolado, e isso me preocupou bastante.

Sei que não foi de propósito, era um acidente e podia ser resolvido. Mas a expressão em seu rosto, de quem havia cometido o pior crime do mundo, não condizia com o meu pensamento.

Eu acariciei sua coxa, abrindo um sorriso tranquilizador para ele, para que não continuasse tão tenso daquele jeito. O anjo retribui, tocando a minha mão e soltando um suspiro.

Em minha tentativa de descobrir a razão de ele estar assim, me lembrei da história com o seu filho e isso trouxe um peso ao meu peito. Me virei de lado, olhando-o por completo, então perguntei:

— Está tão aflito assim pelo que aconteceu com a sua ex? — Pedro engoliu em seco, seu foco se voltando para o trânsito a nossa frente. Foi pela sua postura e reação que entendi que estava certa em meu palpite. — Anjo, nada do que aconteceu foi sua culpa, por que se condena tanto?

— Eu sinto que falhei, pequena — sussurrou, sua voz ganhando um tom fanho. — E agora, é como se não fosse mais merecedor de ter uma família, como se fosse errado.

A dor em sua voz cortou o meu coração. Ninguém merecia viver com aquela ideia, ainda mais ele, que só cometeu o erro de se apaixonar por uma mulher tóxica.

— Pensei que estivesse se preparando para ser um pai babão para os nossos filhos — brinquei, tentando descontrair o clima. — Foi o que me disse, anjo. Já mudou de ideia?

Ele riu, pousando sua mão em minha perna e a acariciando como sempre fazia quando estávamos andando de carro.

— Vai ter que ser paciente com esse homem aqui, meu amor. Ele precisa resolver umas coisinhas em sua cabeça antes.

Mordi o meu lábio, um friozinho possuía a minha barriga, acelerando os batimentos do meu coração.

Foi de repente que Pedro começou a me chamar assim. Em um momento já não era só a sua pequena, mas também seu amor, e isso estava fazendo maravilhas com o meu corpo, que se arrepiava e se contorcia em contemplação.

Eu gosto de ser o amor dele, gosto muito.

— Terei toda a paciência do mundo, porque este homem merece uma família bem linda, com uma casa no estilo filme americano e um cachorro fofo para fazer bagunça. — Sorri ainda mais, meus olhos brilhavam esperançosos.

— Ele gosta deste plano: uma mulher incrível e amorosa, um bebê chorão, cachorro bagunceiro e uma casa bem grande. É um verdadeiro sonho.

— E nós como os protagonistas seria perfeito, admita.

Hum... vocês está certa, pequena. Seria mesmo.

Pensar em planos futuros o relaxou e seguimos até a farmácia naquele clima mais leve e gostosinho. Não podia negar que era mesmo um sonho e se eu fosse louca por planejar cada detalhe ao lado dele, seria a louca mais feliz do mundo.

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