𝙎𝙤𝙗𝙧𝙚 𝙖𝙢𝙖𝙧

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Já escrevi tanta poesia
Com essa mania de pensar
no amor só como ardor,
Que quase todo meu vocabulário se foi em me obcecar
Pela visão romântica de amar.

Atualmente,
Escrevo muita poesia,
Com essa pouca mania de viver.
Não namoro,
Nem fico,
Nem beijo,
Na real, pra mim, romance foi pro brejo.
Às vezes me irrita, pra falar a verdade,
Não entendo a sociedade
E nem essa necessidade
De precisar de um único alguém pra se compromissar,
A fim de alcançar a "verdadeira" felicidade,
Garantida por aqueles que (supostamente) têm seu par.
Talvez, aqui não seja permitido só amar sem romantizar.

Nessa lógica,
Quem valsa na solitude é quem joga o futuro num talude.
Quem tem dono, larga amizade na juventude.
Quem escolhe a quietude, só não tem atitude,
E dos comprometidos inveja a completude,
Esta, sendo uma falácia,
Tida como sinônimo de hebetude.

Nessas horas, o amor de comunidade não é prioridade.
Pelo contrário, torna-se o sinônimo de imaturidade.
E isso é muito triste, na verdade,
Quem só escolhe um tipo de amor pra ter saudade,
Este, que é tão importante quanto a fraternidade.

Poesias de Uma Vez Poeta MortoOnde histórias criam vida. Descubra agora