Virgindade Interrompida

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- O que você tá fazendo? - pergunta ele, entre nossos lábios.

- O que?

Ele me interrompe, afagando o meu cabelo e olhando-me de cenho encrespado.

- Você tá me lambuzando - ele ri.

- Ah foi mal.

Eu me calo, consumido pelo constrangimento. A grande verdade é que eu nunca beijei alguém antes. O que eu tava pensando? Merda. Eu devia ter praticado com alguma laranja, ou sei lá, com a máscara do Michael Myers que eu tenho guardada no meu closet. Agora é tarde pra lamentar o que eu perdi: o momento do primeiro beijo mais que perfeito, com o meu padrasto.

- Você não tem prática, né? - indaga David.

Balanço a cabeça, sem coragem pra me expressar com minha própria voz.

- Eu te ensino.

Dito isso, ele pega o meu rosto com delicadeza. Fico estagnado com aquele detalhe. David é um homem tão macho à flor da pele que tem sutileza, mas creio que só em horas como essa. Ele me beija com carinho, encaixando aqueles lábios finos entre os meus. O ritmo é lento, do tipo que é fácil de acompanha-lo. Mais alguns toques e ele dá uma mordidinha que atiça a minha alma.

Um sorriso espontâneo vem da minha parte. Com minhas mãos, acaricio o peito dele, degustando da aspereza dos seus pelos. Os braços dele me envolvem num aperto seguro. A textura de sua língua é macia dançando com a minha. Todo o êxtase dessa aula de como devo beijar é fascinantemente inesquecível.

Levanto um pouco a perna e meu joelho esbarra em algo duro entre suas pernas. Assustado, corto o progresso do beijo, mirando naquela tal região. O mastro dele é marcado pelo lençol.

- O que foi? - ele me fita com uma malícia descarada.

- É um tanto grande - digo, gerando nele uma gargalhada rouca.

- Você quer ver?

- Sim.

Ele descobre o membro, revelando o seu tamanho monstruoso. Atento-me ao rico detalhamento daquele órgão. Corpulento, lastrado de veias e pontudo. Mordo o lábio inferior enquanto minha boca parece salivar. Manhoso, ele diz no pé do meu ouvido:

- Você acha que ele tem gosto de que?

Totalmente entregue, fecho minhas mãos entorno do pau dele. Aperto o e estímulo o. Encosto minhas narinas no corpo, nos pelos dos seus testículos. Passo a língua em sua glande rosada e ouço um leve rosnado saindo de David. Trocamos olhares e percebo que ele tá suplicando para que eu faça alguma coisa.

E eu faço.

Afundo a cabeça e engulo o seu falo. A glande dá uma arrastada no céu da minha boca até passar da entrada da minha garganta. Uma cutucada vem na minha goela e sou forçado à retirar, tossindo e babando.

- Vá com calma - diz ele. - Tá empolgado demais.

Sim. Estou. Pois pela primeira vez estou explorando o sexo nu e cru, através do tato, do gosto. Isso não é uma pornografia de 10 minutos com um compilado de posições performáticas irreais. É muito melhor. Pois eu estou vivendo algo real.

- Cuidado com esses dentes.

Dessa vez, com mais calma, chupo ele prazerosamente. Vai e vem. Fecho os olhos e viajo nas maresias deliciosas que embarco. O gosto é indiscutível. Ele segura a minha nuca e entrelaça os dedos no meu cabelo. Por vários minutos eu escuto ele gemendo feito um touro.

Certa vez, fiquei sabendo que sexo também era sentir dor. Eu tinha me questionado o por quê. Então, está noite, David me deu a prova disso. Tiro minhas roupas e deito no meio daquela cama, nu. Com um preservativo cobrindo o seu pênis e um pouco de lubrificante, sou cruelmente penetrado.

MEU DEUS!

Protesto para que ele retire-se de dentro de mim imediatamente. A ardência de se estar sendo fodido é impactante e desconfortante, para quem não está habituado. Insisto mais e mais para que eu seja poupado e consiga sentar e principalmente andar no dia seguinte. Peço piedade. Mas ele não me obedece. Tão pouco dá a mínima para a minha dor. O que ele faz é ser surpreendente cauteloso em conseguir o que quer.

- Relaxe o seu ânus como se fosse evacuar.

- Concentra-se em mim.

- Olhe nos meus olhos.

- Respire fundo.

- Deixe que eu lhe dar prazer.

Cada comando com aquele tom metódico de mestre me faz submergir num plano único, onde o mundo e o resto dele não existem. Apenas David e eu. Me guio pela intensidade do seu olhar, beijando o calorosamente, pressionado contra o colchão e com minhas pernas abertas. Sem conexão com o tempo e preso a um véu de ferocidade insuperável.

Ele é o meu primeiro. O primeiro a morder meus mamilos, rosnar no meu pescoço e me cobrir com suor pegajoso. Meus sonhos molhados que tive com ele, é como se tivesse se juntado e se transformado em um só, que deu vida à isso.

Nada e nem as outras pessoas me importam mais. Nem a Sra. Vaughan, nem Richard. Nem minha mãe.

- Isso é tão bom - diz ele, arquejando e com o cabelo pingando.

- Por favor. Não para - peço.

- Mas eu não consigo parar.

Padrasto Selvagem (Conto Gay) - Macho Sujo SafadoOnde histórias criam vida. Descubra agora