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Nossa viagem foi maravilhosa, trabalhamos muito mas aproveitamos ao máximo a cidade. Choi tentava cada vez mais se aproximar de mim, e a cada dia que passava eu me sentia mais insegura, às vezes quando andávamos juntos na rua eu sentia os olhares das pessoas para nós, imaginava o que essas pessoas estavam pensando de mim. Durante a viagem, Joe me ligou e eu desabafei com ele sobre isso, ele disse que eu tinha uma distorção de imagem pesada e precisava de uma terapia.

Pensei muito sobre o que ele havia dito, eu sei que não sou feia, sou muito bonita na verdade, mas tinha algo que me impedia de acreditar que ele gostaria de mim de forma genuína e verdadeira. Resolvi escutar Joseph e fui me tratar.

A terapia pra mim foi algo libertador. Eu precisava daquilo, minha terapeuta disse que eu sempre procurava algo pra me colocar pra baixo e colocar em desvantagens tudo que acontecia na minha vida. Refleti sobre tudo durante esse tempo e percebi que na verdade eu estava realmente sendo dura demais comigo mesma. Mas ainda tinha algo dentro de mim que me impedia de me sentir completamente confortável em relação a Sungho.

Eu estava em meu ambiente de trabalho como quase todos os dias, preenchendo planilhas como de costume e vejo Choi adentrar a sala atrasado como sempre.

C - Bom dia Jade! - Entrou sorrindo na sala - Como está?

- Bom dia chefe, estou bem e você? - Eu disse sorrindo sem tirar os olhos do monitor do computador.

Sungho colocou suas coisas em sua mesa e veio em minha direção.

C - Melhor agora, vejo que está bem ocupada não é mesmo? - Ele ficou do lado de minha cadeira.

- Um pouco, mas eu dou conta, porque? - Tirei os olhos do monitor e levantei minha cabeça para olhá-lo.

Ele colocou as mãos em meus ombros e se inclinou para cheirar meu pescoço e eu sorri com tal ato. O mais velho deu beijos no meu pescoço e me tirou da cadeira me deixando em seu colo, me levou até sua mesa e me beijou lentamente. Eu estava sentada na mesa de Sungho, ele estava entre as minhas pernas enquanto me beijava com vontade, suas mãos seguravam e apertavam minhas coxas. Eu gostava daquilo, mas algo não me deixava aproveitar ao máximo.

Parei o beijo e o encarei.

C - Que foi princesa? - Ele me perguntou confuso.

- Nós estamos em expediente Sun, é melhor voltarmos ao trabalho - Digo sem jeito.

Estraguei tudo de novo.

C - Você está certa, não acho justo com meus funcionários - Choi me encara como um cachorrinho sem dono - Ética em primeiro lugar - Ele ri soprado.

Fiquei com medo de ter decepcionado ele, minha cabeça fica tão confusa em relação a ele. Ou talvez eu só esteja insegura de novo...

O dia se passou normalmente e ele me ofereceu carona pra ir embora como de costume.

- Obrigada Sun, eu até te convidaria pra entrar mas daqui a pouco eu tenho aula, eu nem ia conseguir te dar atenção.

C - Consegue.

- O que?

C - Meu amorzinho - Sungho acaricia minhas coxas delicadamente e consequentemente sente elas arrepiarem - Me deixa terminar o que estávamos fazendo hoje? - Suspirei trêmula ao ouvir sua voz grossa naquele carro - Vai ser rápido, eu prometo que não vou tirar muito do seu tempo.

Fomos para o banco de trás e já tive a visão do mais velho com o sorriso mais sacana que eu já tinha visto. Choi me beijou lentamente acariciando delicadamente a parte interna da minha coxa, eu já estava completamente entregue a ele. Sungho acariciava minha intimidade ainda por cima da calcinha o que me fazia gemer baixo em seu ouvido. Ele colocou minha calcinha de lado e logo introduziu seus dedos em mim. Eu revirava os olhos e ele metia em mim enquanto me encarava sorrindo, Sungho estava amando me ver gemendo o nome dele. Cheguei ao meu limite e ele me fez chupar os dedos que em segundos atrás estavam dentro de mim.

C - Boa garota - Me beijou delicadamente de novo - Você é perfeita, eu estava sonhando em fazer isso a meses.

- Seus sonhos são esquisitos - Ele riu - Ok, obrigada por isso mas eu infelizmente tenho que ir agora - Me ajeito me preparando pra sair carro.

C - Eu que agradeço, foi uma honra ouvir você gemendo meu nome lindinha - Revirei os olhos debochando do mesmo.

- Convencido.

C - Boa aula gatinha, não esquece de me mandar mensagem ok? - Beijou minha testa - Até amanhã.

- Tchau Sun - Me despedi e saí de seu carro.

Adentrei minha casa só querendo tomar um banho. Assim que entrei no chuveiro fui me dar conta de que eu simplesmente deixei meu patrão me masturbar no carro dele!

Meu Deus aonde que eu tô com a cabeça? Pelo o menos agora eu vou saber se foi tudo uma aposta ou não. Depois disso eu confesso que fiquei com medo do que poderia acontecer, e se realmente for uma aposta e eu fui usada? E se ele me demitir igual fez com Yuna? Aliás, ele tirou Yuna do cargo exatamente por isso, e porque agora ele ia querer fazer o contrário? Será que foi um teste?

Minha cabeça estava fritando e eu nem tinha chegado na faculdade ainda. Só espero poder pelo o menos dormir bem depois disso, mas antes eu obviamente tinha que contar para Joseph.

No dia seguinte eu estava decidida a conversar com Choi. Contei sobre Yuna pra Joe e ele achou muito estranho Sungho tirá-la do cargo por ter segundas intenções com ele e agora estar fazendo o completo contrário. Ele me aconselhou a falar com Choi sobre tudo isso, e tirar minhas dúvidas.

- Sun, será que poderíamos conversar? - Questionei assim que ele entrou em nossa sala.

C - Claro Jade! O que seria? - Me olhou com atenção.

- Lembra que você me disse que tirou Yuna do cargo de secretária pois ela tinha uma queda no senhor? - Ele assentiu - Então porque estamos tendo relações se você não aceita esse tipo de coisa na empresa?

C - Relações? Como assim? - O encarei confusa.

- Ué, nós nos beijamos com frequência, você chegou a me tocar ontem, isso são relações íntimas!

C - Acho que confundiu as coisas Jade - Franzi a testa sem acreditar no que estava escutando - Nós realmente demos uns pegas algumas vezes mas eu ainda não aceito esse tipo de relação na empresa, e é por isso que não podemos continuar se não vou ser obrigado a fazer o mesmo que fiz com Yuna com você - Ele dizia aquilo de forma fria e sem expressão.

Mas que porra?

- Ok senhor, acho que eu realmente confundi as coisas, prometo que esse tipo de comportamento não irá se repetir - Fiz o maior esforço de toda minha vida pra formular essa frase e voltei a minha mesa.

Eu me senti completamente usada e iludida, esse mal pressentimento não estava errado. Quase perdi meu emprego e ainda tive que passar por essa situação completamente constrangedora, eu não desejo a ninguém o nó na garganta que estou sentindo agora. Depois de toda essa situação embaraçosa eu ainda tinha que trabalhar como se nada tivesse acontecido.

Eu sabia que tinha algo de errado. Não se deve confiar em homem bonito demais, ainda bem que eu estava fazendo terapia, acho que se não estivesse eu nem estaria conseguindo digitar normalmente.

Eu ainda gosto muito do meu salário e vou fazer o máximo pra manter boa convivência com ele. Eu me conheço, vai ficar tudo bem, vou apenas fingir que nada aconteceu e eu sei que rapidamente vou fazer amizades na empresa.

Continua...

Dear BossOnde histórias criam vida. Descubra agora