+18| Fake dating| Strangers to friends to lovers| Slow burn| Gravidez inesperada
TATIANE é apaixonada por seu melhor amigo desde a adolescência, e quando finalmente cria coragem para se declarar, se depara com uma verdade que a fere muito: ele a vê...
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Ela está grávida.
Foi o que o médico disse a todos nós, permitindo que pudéssemos vê-la.
Achei que já havia experimentado a sensação de ter o meu mundo sendo destruído, mas nada se comparava com a notícia que tinha acabado de receber.
Eu deveria estar feliz. Sabia disso, no entanto, não conseguia me sentir daquela forma. Só... não conseguia.
Estava pronto para colocar muita coisa em jogo para continuar ao lado dela, coisas que eram muito importantes para mim. Mas jamais faria isso se significasse colocar o nosso filho em risco.
Cometi um erro uma vez, ele me custou uma pessoa inocente. Não voltaria a replicar o mesmo erro. Não com a mulher que eu amava, porque ela era o meu mundo, e perdê-la, significaria tirar o meu coração do peito.
Significaria me tirar tudo. Eu não perderia o meu tudo. Me negava a aceitar isso.
Minhas mãos começaram a tremer, o ar ficou preso em minha garganta e não circulava. Tudo pareceu demais. Sufocante, apertado. Eu precisava sair dali, precisava de um tempo para assimilar tudo.
Não foi o que eu fiz, entretanto. Os meus pés me arrastaram para dentro do quarto branco. A minha garota estava deitada, seus pensamentos pareciam distantes e quando me encarou, uma lágrima caiu de seus olhos.
Uma também escorreu por meu rosto. Demorei um tempo até me aproximar, sentindo que quanto mais perto eu chegasse, mais destruído o nosso castelo estaria.
Eu a conheci por acaso, passei a amá-la mesmo que nem planejasse por isso. A fiz perceber que podia ser o seu oceano e agora estava prestes a estragar tudo.
Sentia ódio de mim mesmo.
Ódio porque não era o que deseja fazer. Ódio porque, mais uma vez, estava impotente diante de uma situação importante e não queria me sentir deste jeito.
Esta garota havia virado a minha vida do avesso, mas eu viveria tudo outra vez só para cumprir sua lista, para provar que merecia mais e fazê-la feliz como merece. Não me arrependo de nós dois, nunca me arrependerei.
— Oi, pequena — sussurrei, parando ao seu lado.
O meu coração batia descontrolado, suor surgiu em minha testa. Eu estava nervoso, com medo, assustado. Era um misto de inúmeras sensações, a pior delas: o amargor do fim.
— Oi... — sua voz embargou, tristeza já a possuía e eu sabia a razão.
A culpa era minha. Sempre seria.
— Parece que, no fim, a vida tinha outro plano para nós dois — brinquei, meu dedo apontando para a sua barriga plana.
Ao olhá-la, por um segundo, me perguntei como seria ter a experiência de ver um feto crescendo, ganhando forma e todos os membros.