+18| Fake dating| Strangers to friends to lovers| Slow burn| Gravidez inesperada
TATIANE é apaixonada por seu melhor amigo desde a adolescência, e quando finalmente cria coragem para se declarar, se depara com uma verdade que a fere muito: ele a vê...
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Não sei dizer como foi que eu consegui enfrentar os dias que se seguiram.
Meus pais estavam preocupados com a minha gestação e o abandono do pai da criança. Meu irmão estava a ponto de cometer uma loucura.
E eu. Eu apenas chorava, porque fui do momento mais feliz da minha vida para o mais triste em questão de segundos. Um momento, pronta para comemorar o passo que daríamos, e no outro, vendo tudo se esvair entre os meus dedos.
Era uma sensação horrível. Uma sensação de insuficiência e medo.
De repente tinha um bebê crescendo dentro de mim e tudo o que eu fazia era chorar.
Chorar pois sentia a falta dele. Sei que não deveria, mas eu sentia. Aquele idiota era a pessoa que eu amava e estava disposta a tudo, isso, até nosso filho surgir.
Não queria entender, mas eu entendia. Ele estava com medo de falhar novamente, medo de me colocar em perigo.
O que não entendia, era como pôde me comparar a sua ex e pensar que eu faria o mesmo. Que arriscaria a vida de uma pessoa inocente apenas para atingi-lo.
Será que não ficou claro o quanto o admiro e tenho orgulho do homem que é? Porque me lembro de ter dito inúmeras vezes.
Não importou, aparentemente. Pedro me deixou.
Ele despejou todas aquelas palavras sobre mim, insinuando os planos para nós dois e me virou as costas. Sem olhar para trás. Eu tive que vê-lo me deixando e isso doeu bem mais que um corte ou uma queda.
Era por isso que só chorava. Era por isso que sofria tanto. Eu podia ter a minha família, a minha melhor amiga e até a minha sogra me dando apoio, no entanto, nenhum deles era a pessoa que queria ao meu lado no momento que deveria ser feliz.
Eu estava grávida, uma parte minha a dele, e teria que viver tudo sozinha. Cada pequena etapa.
Mais lágrimas jorraram dos meus olhos, eu apertei o telefone, esperando que uma mensagem aparecesse, qualquer coisa. Porém nada veio.
Havia um grande abismo entre nós dois, não deveria ser assim. Nos amamos, sabemos que queremos ficar juntos, então, por que não fazemos isso?
— Você precisa comer, meu amor — mamãe apareceu na porta do meu novo quarto, preocupação estampada em seu rosto.
Eu decidi que mudaria de quarto por conta das lembranças ruins que tinham no meu antigo, e aqui, poderei ficar confortável com o meu filho quando ele chegasse.
— Sofrer tira o apetite — murmurei, enxugando as bochechas molhadas.
Meus olhos estavam inchados por chorar o tempo inteiro, e nem isso me incomodava. Só estava letárgica demais para me concentrar em outra coisa que não fosse o meu coração partido.
— Filha, sei que está ferida, no entanto, precisa cuidar dessa criança crescendo em seu ventre. Ela depende de você, meu amor. — Eu sabia disso, mas era tão difícil me sentir disposta. — A Bel vai trazer o seu almoço e vai comer tudo, isso não é um pedido.