+18| Fake dating| Strangers to friends to lovers| Slow burn| Gravidez inesperada
TATIANE é apaixonada por seu melhor amigo desde a adolescência, e quando finalmente cria coragem para se declarar, se depara com uma verdade que a fere muito: ele a vê...
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Existia algo que me movia muito mais do que o senso de proteger, esta coisa era a raiva.
Ela que se entranhava em minhas veias e me tornava obstinado, além do que já sou. E pior do que atingir a mim, era mexer com alguém da minha família.
Geovana fez isso, não uma. Muitas vezes. E estava na hora de mostrar como destruir um vespeiro poderia ser mortal, porque a raiva que aquela boyzinha me despertou se assemelhava ao senso de proteção das vespas.
Era uma analogia horrível, porém ninguém disse que a raiva tornava as pessoas bonitas. Ela nos consumia pouco a pouco, e ainda que eu soubesse muito bem os efeitos colaterais, não deixaria de senti-la.
A vida da garota do meu amigo, de sua nova família, estava em risco, e tudo isso, porque uma menina mimada não aceitava que o relacionamento que ela havia contribuído para ser destruído, chegou ao fim.
Ela não aceitava que o meu melhor amigo não fosse mais o seu brinquedinho.
Eu poderia até julgá-lo por um dia ter se apaixonado por aquela cobra, quando esteve bem óbvio que era uma. Mas seria hipocrisia da minha parte, já que, conheci uma mulher e cometi o mesmo erro.
A grande diferença, entretanto, era o fato de que ela não me manipulou ou foi ruim. A detentora do meu ódio havia feito algo muito pior.
Estava consumido por esses dois acontecimentos e foi isso o que me moveu a cavar profundo na história do meu melhor amigo.
Pedro queria um encerramento, eu o daria a ele, porque é o que fazemos pelas pessoas que amamos. O grande idiota, é o cara que mais amo no mundo.
Quando mais precisei e estava destruído, foi ele quem me estendeu a mão. Quando comemorei a nova fase da minha vida, foi ele quem estourou a champanhe.
Nossa relação ia além de uma amizade, nós éramos irmãos. E mesmo que não compartilhássemos da mesma genética, família é aquela onde se encontra um lar.
Tia Clara e Pedro simbolizam isso para mim.
Com essa certeza queimando em meu peito, adentrei a sala vazia que um dia pertenceu a um casal muito errado.
Sob estas paredes estava o ódio e todo sofrimento que o meu melhor amigo enfrentou, mas que lugar melhor para lhe dar um encerramento do que onde tudo começou?
Ainda me lembro do olhar raivoso que a mocreia sempre me lançava, dos seus julgamentos pela minha cor e todo preconceito destilado por eu ter dinheiro e influência.
Por muito tempo, achei que a resposta para tudo fosse o seu racismo escancarado. Isso, até algumas semanas atrás, quando soube que ela engravidou dele.
Diferente do que pensava, seu ódio se resumia ao meu status social. A facilidade que eu teria para descobrir as suas mentiras podres e desonestas.