𝖈𝖆𝖕í𝖙𝖚𝖑𝖔 𝖚𝖒

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𝐂𝐀𝐏Í𝐓𝐔𝐋𝐎 𝐔𝐌

"Quando eu era criança, eu ouvia vozes. Algumas cantavam e algumas gritavam. Você logo descobre que tem poucas escolhas. Aprendi que as vozes morreram comigo."

arsonist's lullabye – hozier



Varya sentou-se em um assento frio na estação de trem de Bucareste, olhos obsidianos fixos no painel que mostrava a hora que seu trem para Londres chegaria. Seu cabelo, escuro como a noite, estava preso em uma trança solta sobre o ombro direito, parando acima do meio de sua caixa torácica. Ela ainda estava vestindo seu uniforme, ignorando o calor de agosto. À medida que estranhos passavam, lançavam olhares rápidos para a garota fantasmal que parecia estar em transe. Ela tinha uma aura mística ao seu redor, como se sua pele absorvesse cada raio de sol que tocasse sua carne. Suas pernas não paravam de tremer; ela não sabia se devia culpar a excitação ou a ansiedade pelo que estava por vir.

Olhando para a direita, ela viu Dumbledore lendo um jornal antigo. Ela conseguiu ver a manchete e reprimiu seu desgosto ao ver o apoio ao partido nazista. Ela não conseguia entender como a família real havia sido tão facilmente influenciada pelo parlamento para apoiar tais coisas.

— O mundo dos trouxas está certamente em um momento difícil da história — murmurou Dumbledore, dobrando o jornal e colocando-o de lado. Ele se inclinou para a frente e olhou para o painel. Faltavam apenas dez minutos para que pudessem partir. Ele tinha debatido o uso da Rede de Flu, mas preferiu não deixar nenhum rastro de magia, pois temia estar sendo seguido. Alvo não podia baixar a guarda, não até ter levado a garota para Hogwarts.

— Como é a escola? — Ele ouviu Varya murmurar, seu olhar ainda perdido em pensamentos.

— Acredito que você vai gostar. É bem diferente da sua, se me permite dizer. E Varya... — Disse ele, ganhando a atenção total da garota. — Preciso lhe avisar de uma coisa. Não permitimos artes das trevas em nossa escola. Na verdade, só ensinamos sobre como se defender delas.

A garota inclinou a cabeça ligeiramente e estreitou os olhos para ele. — Como você pode se defender de algo que não entende?

Alvo levantou uma sobrancelha diante do comportamento dela, notando sua postura autoritária. Sim, ele pensou, ela é mais parecida com ele do que eu imaginava.

— E além disso — ela continuou, levantando-se ao ver o trem à distância. — Você não me disse que é o meu conhecimento sobre esse assunto que atrairá Raidden até mim?

— Riddle — ele a corrigiu, a diversão tomando conta de suas feições. — E sim, mas você não pode praticá-la abertamente. Tom descobrirá por conta própria, tenho certeza de que o mero nome da sua escola o fará ponderar.

Ele pegou sua bolsa e eles caminharam em direção ao trem, subindo as escadas e entrando em um dos compartimentos. Sentaram-se um de frente para o outro e Alvo notou a pequena bolsa que a garota carregava. A viagem até o Beco Diagonal seria bastante longa.

— Conte mais sobre ele — disse Varya, curiosa para saber mais sobre sua tarefa. Pelo que sabia, ele era um órfão que não tinha ninguém para cuidar dele.

— Tom Riddle é bastante brilhante, ele é um dos nossos melhores alunos e é favorecido tanto pelos estudantes quanto pelos professores. Ele é encantador, embora isso pareça ser apenas uma fachada, pois suas verdadeiras intenções são muito mais sombrias. — Varya refletiu sobre essa informação, entendendo a ilusão que era Tom Riddle. — Ele usará seu carisma para enganá-la, você precisa estar ciente disso.

𝐓𝐇𝐄 𝐒𝐄𝐕𝐄𝐍 𝐃𝐄𝐕𝐈𝐋𝐒 | 𝐓𝐎𝐌 𝐑𝐈𝐃𝐃𝐋𝐄 {𝐃𝐀𝐑𝐊 𝐅𝐈𝐂}Onde histórias criam vida. Descubra agora