Neste intrigante relato histórico, quatro mulheres destemidas da Idade Média buscam independência em um mundo dominado por normas opressoras. Longe de desejarem o caminho tradicional de casamento e submissão, elas desafiam as expectativas, enfrentan...
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Na manhã seguinte, o sol despontava suavemente no horizonte, lançando seus primeiros raios dourados pela janela entreaberta. A luz matinal penetrava o quarto com uma calma tranquilidade, envolvendo tudo em um brilho sereno. Os raios do sol encontraram o rosto de Seraphina, que ainda dormia profundamente, seus cabelos espalhados pelo travesseiro. Ao seu lado, Clarice repousava, aninhada contra Seraphina, seus corpos entrelaçados em um abraço caloroso e reconfortante.
O canto suave dos pássaros do lado de fora e o sussurro do vento nas árvores completavam a serenidade da manhã. O aroma suave das flores recém-abertas misturava-se ao ar fresco, criando uma atmosfera de paz. Seraphina mexeu-se levemente, perturbada pela luz do sol que agora aquecia seu rosto. Lentamente, ela abriu os olhos, piscando contra a claridade suave, sentindo a presença familiar e reconfortante de Clarice ao seu lado.
Clarice, sentindo o movimento de Seraphina, despertou suavemente. Seus olhos encontraram os de Seraphina, e um sorriso travesso e sonolento surgiu em seus lábios. Sem dizer uma palavra, as duas se olharam, compartilhando um momento de puro entendimento e carinho.
Seraphina, com um sorriso travesso, disse, olhando com sedução para Clarice, que a observava com curiosidade e surpresa após Seraphina apertar levemente os seus seios:
— Acordou bem, querida?
Clarice se arrepiou e virou-se para o outro lado, envergonhada. Ainda olhando para o lado, ela disse:
— Não me toque assim como na última vez. Acho que ainda não estou pronta para namorar seriamente.
Seraphina sorriu e beijou a testa dela:
— Eu vou fazer você ficar pronta para me amar.
Enquanto Clarice e Seraphina conversavam ainda deitadas em suas camas, Esmeralda e Morgana faziam o mesmo. Esmeralda acordou lentamente e colocou seu corpo sobre Morgana, esfregando seus seios que balançavam suavemente enquanto ela a olhava com um sorriso sedutor, dizendo:
— Já não está na hora de acordar, velhota?
Morgana acordou, vendo Esmeralda sentada em sua barriga, com a comprida roupa de baixo fazendo seus seios balançarem. Morgana corou, mas rapidamente empurrou Esmeralda, que caiu levemente no chão, enquanto seus cabelos cacheados caíam sobre o rosto. Esmeralda, ainda sentada no chão após a queda, cruzou os braços e olhou com raiva para Morgana.
Após o ocorrido, Morgana se levantou da cama, dobrou os lençóis e pegou uma vassoura para varrer a poeira até a frente da casa. Willian e Marryson ainda dormiam no chão em um colchão improvisado. Morgana sentiu-se um pouco culpada por ver as outras mulheres dormindo confortavelmente nas camas, enquanto apenas Willian e Marryson estavam na sala. Pensou que, talvez com o dinheiro que receberia em breve, poderia comprar madeira e os materiais necessários para construir uma casa ao lado da sua.
Ela foi até a cozinha e começou a organizar os potes cheios de geleias que havia feito no dia anterior, guardando os potes para que todos pudessem comer ao longo do tempo, principalmente ela. Pegou uma grande quantidade de geleia e colocou dentro de uma cesta comprida e bonita, colocando-a sobre a mesa de madeira da cozinha. Em seguida, foi acordar Marryson e Willian, dizendo a eles:
— Vão tomar banho primeiro, vocês homens, depois as outras tomarão banho no riacho. Troquem-se atrás do trocador de madeira que fiz no quintal, perto do poço. Mantenham o respeito, entendido?
Marryson e Willian concordaram, pegando as peças de roupa que haviam colocado para secar na corda dias antes. Enquanto se preparavam, Willian olhou para Marryson e disse:
— Precisamos de mais roupas. Talvez eu compre algumas nos próximos dias.
Marryson respondeu com uma voz suave:
— Podemos ir escondidos até minha casa e entrar no meu quarto. É só pular a janela, e eu pego algumas roupas minhas para usarmos juntos.
Willian olhou para Marryson com carinho pela boa sugestão de seu companheiro e disse:
— Posso ir com você para pegar suas roupas, mas as suas são pequenas para mim. Você já percebeu a diferença entre nossos corpos, querido?
Willian puxou Marryson pela cintura, aproximando-o de seu corpo. Passou as mãos pela cintura pequena e magra dele, até perto de suas nádegas levemente grandes, dizendo:
— Percebeu? Seu corpo é diferente do meu, tão frágil e delicado.
Marryson corou, olhando com curiosidade para Willian, que o fitava com desejo intenso. Willian estava diferente, mais apaixonado por Marryson do que nunca. Ele puxou a mão de Marryson até o riacho, onde tomaram um relaxante banho, sem roupa alguma. A água fria do riacho os envolveu, limpando a poeira e o suor, enquanto eles trocavam olhares carinhosos e sorrisos tímidos. Willian ajudou Marryson a se enxugar com um pedaço de pano, seus toques gentis e cuidadosos. Depois do banho deles, entraram Celestia, Seraphina, Morgana e Esmeralda para se banharem.
Após o banho, Morgana escolheu vestir um vestido bonito e branco, usando um chapéu de palha, em vez do velho vestido que sempre usava em casa. Aquele era o único vestido bom que Morgana possuía, e ela queria se sentir especial naquele dia. Esmeralda a observou com admiração e, com um sorriso travesso, disse:
— Finalmente, a velhota está vestindo algo bom. Posso ir com você vender geleia?
Disse Esmeralda, fazendo um sinal com as mãos para implorar, enquanto exibia uma expressão triste e magoada. Morgana achou aquilo fofo, mas respondeu:
— Oh, que bonitinho, você quer uma resposta séria?
Esmeralda ficou animada e respondeu:
— Sim! Eu quero!
Morgana começou com um sorriso, mas sua voz rapidamente se tornou severa:
— Não! Claro que não. E se eu encontrasse um agiota por lá? Você ainda não está metida com um, está?
Esmeralda fez uma careta, mas sabia que Morgana estava certa em se preocupar. Ela suspirou e respondeu:
— Não estou metida com ninguém, Morgana. Prometo. Só quero ajudar e aprender mais com você.
Morgana olhou para Esmeralda por um momento, avaliando sua sinceridade. Finalmente, ela cedeu um pouco e disse:
— Está bem, você pode vir. Mas fique perto de mim e não faça nenhuma besteira, entendido?
Esmeralda sorriu radiante, pulando de alegria antes de abraçar Morgana.
— Obrigada, Morgana! Prometo que serei uma boa ajudante.
Enquanto Morgana e Esmeralda se preparavam para sair, Clarice e Seraphina observavam a cena de dentro da casa, ambas ainda envoltas em seus próprios pensamentos e emoções. Seraphina, com um olhar preocupado, perguntou:
— Será que Esmeralda realmente mudou? Ou ainda está envolvida com problemas?
Clarice segurou a mão de Seraphina e respondeu com um sorriso suave:
— Vamos dar a ela uma chance. Todos merecem uma segunda oportunidade. E se Esmeralda disse que quer ajudar, talvez seja verdade.
Seraphina assentiu, ainda um pouco cética, mas confiando na intuição de Clarice. Enquanto isso, Willian e Marryson estavam na cozinha, ajudando a organizar os potes de geleia que Morgana havia preparado no dia anterior. A animação e a esperança estavam no ar, com todos se preparando para um novo dia cheio de possibilidades.