𝐂𝐀𝐏Í𝐓𝐔𝐋𝐎 𝟏- 𝐂𝐨𝐧𝐞𝐱õ𝐞𝐬 𝐈𝐧𝐬𝐞𝐩𝐚𝐫á𝐯𝐞𝐢𝐬

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𝐸𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑎 𝑟𝑜𝑡𝑖𝑛𝑎 𝑒 𝑎 𝑠𝑢𝑟𝑝𝑟𝑒𝑠𝑎, 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑟 𝑢í𝑚𝑜𝑠 ℎ𝑖𝑠𝑡ó𝑟𝑖𝑎𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑢𝑛𝑐𝑎 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑒𝑗𝑎𝑚𝑜𝑠, 𝑚𝑎𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑜𝑠 𝑑𝑒𝑓𝑖𝑛𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝑚𝑎𝑛𝑒𝑖𝑟𝑎𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑗𝑎𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑎𝑚𝑜𝑠.

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Sophie aconteceu com o som do despertador tocando suave ao seu lado. Ela se espreguiçou, levantando-se com um sorriso discreto. Era cedo, mas sua rotina a deixava animada. Foi direto ao banheiro e lavou o rosto, sentindo a água fresca despertar cada parte de sua pele. Depois, seco-se rapidamente, e começou a pentear os cabelos loiros, que caíram em ondas nas pontas, como os raios dourados do sol se espalhando pela manhã.

Em seguida, passou um hidratante leve no rosto, e logo depois, o protetor solar, uma parte essencial do cuidado com sua pele clara e delicada. Com suas bochechas levemente rosadas, ela segue seu ritual de maquiagem, aplicando rímel nos atrativos longos, destacando seus olhos azuis claros, tão intensos quanto um céu de verão sem nuvens. Para finalizar, um toque de gloss em seus lábios, deixando-os com um brilho natural.

Sophie foi até o armário e escolheu uma roupa casual, vestida com agilidade. Colocou seu uniforme de líder de torcida dentro da mochila, lembrando-se com orgulho de ser uma capitã. Ela adorava a responsabilidade e o sentimento de liderança, uma linda "distorcida", como costumavam chamar. Pegou também seus materiais escolares, já que estava no terceiro ano do ensino médio, a um passo de concluir essa etapa. Sophie sabia exatamente o que queria fazer depois da escola, e o pensamento de entrar na faculdade a motivava todos os dias. Ela era dedicada, inteligente, e muito querida entre os colegas e professores, uma aluna que elegeu a todos com sua atitude e determinação. Com a mochila nas costas e o futuro em mente, desceu as escadas prontas para mais um dia.

Susie Miller atravessou a cozinha com passos firmes, seus olhos fixos no vaso de flores quebrado no chão. O cabelo preto intenso, curto e liso, refletia a luz suave da manhã, e seus olhos escuros, normalmente serenos, agora eram marcados por uma firmeza que causava certa coleta nos filhos. Sophie desceu as escadas, dando de cara com a cena. Embora tivesse uma relação muito tranquila com a mãe, sentia aquele medo sutil de que só surgia quando sabia que algo errado tinha acontecido. Ainda assim, Susie era doce, confiável e amiga, alguém com quem Sophie sabia que poderia contar em qualquer situação.

Luke estava ao lado, e quando os olhares dos irmãos foram encontrados, algo não precisou ser dito. Eles se entenderam com uma conexão que ia além das palavras. A dinâmica deles sempre foi próxima — melhores amigos, apesar dos dois anos de diferença. Para eles, a idade nunca foi um obstáculo. Desde pequenos, eram inseparáveis, dividindo segredos, aventuras e até as responsabilidades dos pequenos problemas familiares. Entre brigas e reconciliações, o vínculo protetor entre eles sempre prevaleceu. Luke, com seus cabelos castanhos e um olhar tão escuro quanto o da mãe, deixou escapar um suspiro nervoso, passando a mão pelos fios, como fazia quando estava tenso.

— Quem fez isso? — Susie disse, sua voz calma, mas firme.

 Seu olhar refinado caiu sobre Luke. Mike, o pai, estava ao lado, seus olhos azuis exibiam uma preocupação silenciosa, ciente de que havia algo mais na situação. Luke, sentindo o peso do momento, foi o primeiro a se pronunciar:

— Mãe, fui eu. Cheguei tarde e acabei esbarrando no vaso.

Antes que Susie pudesse responder, Sophie se adiantou, sua voz finalmente tremeu, mas determinada:

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