Marisol
— O que você tem na cabeça? — Sr. King grita para Nelly andando de um lado para o outro.
São dez horas depois do acidente, eu acordei em uma cama macia com alguém limpando minha testa, depois Grey entrou me abraçando chorando dizendo que estava preocupado e contou que alguém ligou para Sr.King informando sobre o acidente, graças a Deus não aconteceu nada grave connosco.
— Foi só um acidente — Nelly diz despreocupada enquanto aprecia suas unhas.
— Foi só um acidente? — Sr. King da uma risada e olha para papai que está quieto me encarando nada contente — Você está ouvindo isso Davenport. Ela disse que foi só um acidente, você faz ideia de quantos prejuízos seu "acidente" me causou? — Nelly boceja.
— Você tem dinheiro para lidar com isso, eu sei, estou de castigo, sem carta, cartões cancelados, e bla bla bla, posso ir agora? — aponta as escadas, junto minhas mãos no meu colo e olho para as mesmas.
— Eu não acredito nisso — Sr. King se retira e Nelly suspira aliviada.
— Papai...
— Vamos conversar em casa, Marisol. — ele diz e vai até Sr. King, Nelly se vira para mim e sorri fraco.
— Sinto muito por colocar você nessa situação, acredito que não vai mais querer andar comigo — balanço a cabeça e seguro sua mão.
— Claro que não, só não queria que a noite tivesse terminado assim — ela sorri.
— Obrigada — diz.
— Nelly — Miles aparece parecendo furioso, engulo em seco quando o vejo sem camisa, não havia notado antes mas ele tem uma pequena tatuagem na costela, são apenas duas patas pretas, um formigamento percorre meu corpo. — O que você tinha na cabeça?
— Você também Miles? — Nelly bufa. — Eu tinha maconha e um pouco de vodca, está bom para você? — ele puxa os cabelos.
— O papai está furioso e é melhor você rezar para ele não a levar para um colégio interno desta vez — encaro Nelly que aperta as mãos em punho.
— Bem, ele já vem procurando razões para fazer isso, não é como se estivesse felizes comigo nesta casa, afinal de contas sou uma bastarda! — ela diz soando magoada. — Fruto de uma traição — então se vira e sobe as escadas em dois, faço menção se segui-la mas Miles me impede.
— Deixe-a, ela tem que se acalmar um pouco — fala com uma voz suave — sinto muito por tudo isso, não deveria deixar você sozinha com ela — balança a cabeça e olho pelas escadas.
— Eu acho que você não deveria deixá-la sozinha — sussurro, Miles me olha com um sorriso tão doce que seus olhos chegam a brilhar.
— Eu tento meu melhor — diz — falei com seu pai, ele não vai dar bronca em você — mordo o lábio me sentindo agradecida.
— Obrigada Miles. — ele pisca.
— Se você se sentir melhor. — recuo um pouco assustada quando ele se aproxima de mim mas ele agarra meu ombro com força me mantendo no lugar e se agacha na minha direção, meu coração dispara e minhas respiração acelera quando sinto o hálito quente na minha nuca — Vou dar uma festa na piscina aqui em casa, nossos pais tem um jantar, então a casa está livre — suspiro quando ele se afasta e abre um sorriso doce.
Engulo em seco olhando seu corpo musculoso na medida, ele passa as mãos nos fios castanhos sem tirar os olhos de mim.
— O que me diz? — pisco atordoada.
