Eu acordei numa carroça, junto de outros pessoas acorrentadas.
Tem soldados armadurados servindo como escolta. Andando fora da carroça.
Pocotó pocotó pocotó
Nem preciso dizer que é extremamente desconfortável ficar sentada nessa carroça.
A cada balança eu sinto os cortes na minha bunda abrirem, é uma tortura sem fim.
- Olá jovemzinha - disse uma mulher mais vela corpulenta.
Ela vestia um vestido curto de cor vinho.
Cabelos castanhos no ombro e batom vermelho.- Oi - disse timidamente, não sei quem são essas pessoas ou o que fizeram para estar aqui.
- Não precisa se acanhar vamos , meu nome é Vanessa, qual é o seu?
- Lilly - não sei se posso confiar numa pessoa que está sendo vendida como escrava.
Meio hipócrita da minha parte mas eu devo ser um caso especial.
- Então... - disse ela se aproximando de mim.
Me afasto um pouco mais ela se aproxima novamente.
- O que vc fez pra estar aqui garotinha?- disse com o rosto quase colado no meu.
- O que? - falei empurrando ela de levinho.
- Vamos eu já disse pra não se conter tanto, todo mundo aqui tá no mesmo barco.
- hmm.
- Tudo bem, eu começo então. - falou se afastando um pouquinho de mim e se ajeitando sentada.
- Sabe, uma vez um velho escroto tava tentando me sufocar com o pau dele, Argh só de lembrar já dá raiva, ele era totalmente fudido, sério. - pela face dela realmente parecia com raiva.
- Ai quando ele tentou me sufocar foi o ápice, arranquei o pau do desgraçado na mordida - falou levantando o lábio superior e mostrando os dentes.
- Agora aquele puto nunca mais vai perturbar ninguém, tá pensando o que, puta também é gente.
Deixo escapar um sorrisinho.
- Olha só, a garotinha sabe rir, e então, por que veio para aqui?
- Eu... Eu fui taxada de demônio pela igreja... Meus pais me venderam pra eu não ir pra eu não ser queimada viva...
Disse quase sussurrando.
Ela me olha com uma cara assustada.
- oh meu deus, que barbaridade fizeram com você querida.
- Quantos anos você tem? Não parece ter mais que 15.
- Fiz 18 há umas semanas....
- O que! Mesmo assim, esses malditos da igreja acham que podem fazer o que quiserem só porque estão no poder.
- Serio, era pra juntarmos todos eles e fazer uma fogueira!
Começo a rir, nesse breve momento esqueci as dores dos cortes e até mesmo da minha situação.
Depois ela me apresenta todos que estão na carroça, aparentemente tem dois assassinos e um estuprador.
Fora ela tenho medo dos outros e prefiro manter distância.
Quase anoitecendo escuto uma conversa entre dois deles.
- Você sabe que rota é essa?
- Que diferença faz pra você?
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O Brinquedo do Bruxo
FanfictionVocê acredita em reencarnação? Eu tbm não acreditava, pelo menos até acontecer comigo. Lilly é uma mulher normal, que tem uma vida normal, ou tinha, de uma hora pra outra, tudo em sua vida muda. Seus desejos, sonhos e pensamentos tudo que outrora j...