59° Capítulo

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Katy

-Cadê o seu marido gostoso, Katy?

Tentei falar alguma coisa para expressar a minha indignação, mas acabei desistindo. Faz poucos minutos que cheguei aqui na empresa depois de encontrar as meninas, ainda passei no meu antigo apartamento, que agora era dos meninos, já que o Joseph comprou.

Eu queria contar para as minhas meninas sobre a minha relação com Joseph. - Não sobre o falso casamento - Preciso desabafar com alguém, até pensei em conversar com os meninos, mas acho que ninguém me entende como elas.

Eu passei a noite toda pensando nos meus sentimentos, uma confusão e acho que não acheguei a uma conclusão. E ouvir sobre o quão bom o Joseph é comigo, vai trazendo esse misto de sentimentos a tona e eu não quero chorar ou ficar triste por isso.

É o Joseph, ele prometeu cuidar de mim.

Não é?

-Você tá muito distante hoje, aconteceu alguma coisa? - Pergunta Amelie. - Se quiser descansar...

-Tudo bem, eu só estou pensando.

-Não pense demais minha querida Katy, a mente é o nosso pior inimigo, faz a gente ver coisas onde não tem e isso ferra o nosso psicológico.

Eu apenas concordei com a cabeça.

Eu fiquei feliz por o Joseph ter comprado o apartamento, mas uma sensação apertava no meu peito.

"21:21"

Uau, a gente trabalhou até tarde hoje.

-Amelie, não acha que já está na hora de irmos embora?

Ela arregalou os olhos quando viu o horário.

-Ok pessoal, todos podem ir para casa.

Como de costume, eu fiquei por último arrumando o estúdio, lembrei da reunião do Joseph com Roberto Bivette hoje. Já estava ansiosa para saber o que aconteceu, tanto que nem prestei atenção onde andava e acabei esbarrando em alguém.

-Me desculpa!

As coisas que estavam nos meus braços agora estão espalhadas no chão, a pessoa não pareceu se importar.

-O seu lugar sempre foi no chão. - Meu coração para quando reconheço a voz. - E ainda melhor curvada diante de mim.

Eu não sabia o que dizer vendo essa pessoa diante de mim, todas as palavras fugiram da minha língua. Fiquei parecendo uma idiota jogada no chão devorada pelo mesmo olhar sujo, o mesmo que me faz ter tanto medo.

-É bom saber que minha presença ainda te abala.

Eu queria sair correndo, mas parece que perdi o movimento das pernas. Tive uma tentativa quase falha de me levantar no chão e continuar o meu caminho.

Ignorando aquela pessoa.

-Acha que pode me ignorar? - Todo o meu corpo estremeceu com o seu aperto no meu braço. - Você não pode fugir de mim, eu sempre vou te encontrar, não importa o tempo.

Pela primeira vez minhas pernas decidiram funcionar, andei o mais rápido possível para o elevador torcendo para ele não vir atrás de mim.

Apesar do andar ser um pouco sombrio, hoje parecia ainda pior. O ar ainda mais frio, um silêncio quase ensurdecedor e luzes apagadas, não havia quase ninguém no prédio, corri o mais rápido possível para o lado de fora e chamei um Uber.

O Acordo [Em Revisão]Onde histórias criam vida. Descubra agora