Capítulo 5: Sombras Reveladas

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Os dias seguintes foram um turbilhão de emoções para a detetive Emily Carter. A cada novo amanhecer, ela se via mais envolvida nas sombras do enigma que a Dama de Vermelho havia começado a desvendar. As noites eram um pesadelo constante, assombradas por visões distorcidas de verdades que ainda não conseguia entender.
De volta à delegacia, Emily decidiu rever todos os casos arquivados que, de alguma forma, estavam conectados aos crimes mais recentes. Em meio a uma montanha de documentos, ela encontrou algo que a fez parar de repente: uma série de assassinatos não resolvidos que remontavam a décadas. As vítimas eram diferentes, os métodos variados, mas havia uma constante perturbadora: em cada cena do crime, uma rosa vermelha havia sido deixada ao lado do corpo.— Não pode ser uma coincidência — murmurou Emily para si mesma, sentindo um arrepio percorrer sua espinha.Ela imediatamente contatou o perito criminal, Alex Donovan, um dos poucos em quem confiava plenamente. Juntos, passaram horas reexaminando as evidências dos antigos casos. Quando começaram a traçar paralelos entre os assassinatos, uma imagem mais ampla e assustadora começou a se formar. O que antes pareciam crimes isolados agora mostravam um padrão sinistro e meticuloso.— Parece que estamos lidando com algo muito maior do que imaginávamos — disse Alex, enquanto ajustava seus óculos, visivelmente perturbado pelas descobertas. — Esta mulher, a Dama de Vermelho, ela não é apenas uma assassina em série... é como se ela estivesse seguindo um ritual, algo com um propósito específico.Emily sentiu um nó se formar em seu estômago. A Dama de Vermelho parecia não apenas estar matando por prazer, mas sim conduzindo um jogo macabro com regras que ainda não compreendiam. — Mas qual seria o objetivo? — perguntou Emily, mais para si mesma do que para Alex. — Por que seguir esse padrão? O que ela ganha com isso?Antes que pudessem aprofundar suas teorias, uma notificação urgente surgiu na tela do computador de Emily. Um novo crime havia sido reportado, e a descrição da cena era perturbadoramente familiar: uma vítima encontrada com uma rosa vermelha ao lado do corpo.— Temos que ir até lá — disse Emily, já pegando seu casaco e se dirigindo para a saída. Alex a seguiu de perto, ciente de que cada minuto poderia ser crucial para entender o que estava acontecendo. Quando chegaram ao local, um armazém abandonado nos limites da cidade, encontraram uma cena que parecia tirada de um pesadelo. O corpo de um homem estava estendido no chão, os olhos vidrados em um horror eterno. A rosa vermelha estava cuidadosamente colocada sobre seu peito, como um símbolo de morte e desafio.— Ela está nos mandando uma mensagem — murmurou Emily, agachando-se ao lado do corpo.Enquanto analisava a cena, algo chamou sua atenção. Havia um pequeno pedaço de papel escondido sob a rosa. Com mãos trêmulas, Emily pegou o bilhete e o leu em silêncio. As palavras escritas, em tinta vermelha, eram simples, mas carregavam um peso que a fez perder o fôlego:— As sombras te observam, detetive. Você está mais perto do que imagina, mas cuidado... o que você procura pode não ser o que deseja encontrar.Emily sentiu o sangue gelar. A Dama de Vermelho estava jogando com ela, conduzindo-a por um caminho que poderia muito bem levar à sua própria destruição. Mas, ao mesmo tempo, a detetive sabia que não poderia recuar. Havia muito em jogo, e as respostas estavam se aproximando rapidamente, ocultas nas sombras que se tornavam cada vez mais densas.Enquanto saía do armazém, Emily tinha certeza de uma coisa: a verdade estava prestes a ser revelada, e nada a prepararia para o que estava prestes a enfrentar.

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