𝑻𝒘𝒐 ~> 𝑻𝒉𝒆 𝒍𝒊𝒌𝒆𝒍𝒚 𝒇𝒊𝒓𝒔𝒕 𝒎𝒆𝒆𝒕𝒊𝒏

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ᚈᚑᚋᚄᚉᚑᚈᚈ᚜ Naylee ᚛ᚑᚌᚐᚋ᚜

  Acordei de repente.

  Sentia meu coração bater rápido e aqueles olhos vieram em minha mente.

  Meu sangue parecia correr fervendo como lava em minhas veias. Minha mente rodou por todas as poucas informações que tínhamos sobre eles.

  De repente, me peguei fazendo tantas e tantas perguntas a mim mesma que cheguei a ficar zonza. Queria saber o máximo possível. Saber o por que me senti daquela forma quando vi seus olhos na foto. Foi tão estranho.

  Eu sei que conheço aquele olhar!

  Mas não me lembro, parece até que passei pro uma lavagem cerebral para esquecer dele. Ou que alguém jogou uma maldição em cima de mim para não lembrar dele. E eu sei que devo lembrar. Preciso lembrar.

  Vamos cair na realidade, Naylee, isso é só coincidência, ou algo do tipo,  nada muito relevante no momento. Precisa dormir, tem que ir trabalhar cedo amanhã.

  Suspirei passando uma de minhas mãos em meu rosto.

  "Louco, maníaco, filho da puta... Joker... JOKER!"

  Talvez eu tenha tido essa sensação por causa disso. Já havia ouvido falar dele antes. E foi no departamento. Alguns detetives chamavam ele de Joker, segundo eles por conta da loucura e agressividade dele e por seus joguinhos.

***


  Confesso que levantar foi um tremendo desafio, já que minha mente me agraciou muito maravilhosamente com a graça de acordar durante a madrugada com pensamentos acelerados. Sem falar que como previsto por conta da chuva da noite anterior, hoje está frio.

  Essa noite, da mesma forma que acordei, eu dormi. Foi tudo do nada e de forma rápida, parece até que não aconteceu, mas sei que aconteceu por conta de cansaço que estou sentindo agora.

  Uma leve dor de cabeça me incomoda desde quando me levantei. Não era aquela dor relevante realmente, estava mais para um incomodo. E pra variar, hoje, estou sendo movida pela cafeína.

  — Bom dia, senhorita Jang. — Haeri, a recepcionista do departamento sorriu simpática me comprimentando ao me ver entrar.

  — Bom dia. — retribuí o sorriso e parei próxima ao balcão. — Tem novidades?

  — A que estou livre sexta à noite é a principal. — piscou um olho para mim e neguei.

  — Adoraria, mas infelizmente não posso.

  — Tudo bem, eu entendo. — sorriu compreensiva. — Hum, deixe-me ver... — pensou. — Não, acho que não tenho nenhuma.

  Desviei meu olhar dela e observei pela janela o movimento das poucas pessoas que andavam pela calçada. Um carro preto parou ali perto e homens engravatados desceram com seus guarda-chuvas andando apressados em direção a cafeteria do outro lado da rua. Quando voltei a olhar Haeri percebi que ela também os observava.

  — Sabe quem são? É um milagre ver homens vestidos assim por aqui, que não trabalhem aqui é claro. — ela me olhou.

  — Pelo que sei, são alguns bancários e donos de Cassinos... Pelo que fiquei sabendo irão se encontrar daqui alguns dias.

  — Como sabe disso?

  — Meu pai é banqueiro, esqueceu? E tenho quase certeza de que eles já estiveram lá em casa. Se não me engano, quando estiveram, falaram exatamente sobre isso, mas infelizmente não lembro ao certo. — ficamos em silêncio.

𝐶ℎ𝑒𝑟𝑟𝑦 | 𝑀𝑖𝑛 𝑌𝑜𝑜𝑛𝑔𝑖 Onde histórias criam vida. Descubra agora