iii. Sra. Ami Wakita

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ULTRAMAN: SUBINDO 

↻ capítulo três


Fazer tarefas domésticas se tornou uma segunda natureza para Estella, uma maneira de manter sua mente ocupada e longe de pensamentos que é melhor não dizer. Mina, a sempre prestativa, flutuou ao lado dela, levantando as caixas que sobraram que precisavam ser colocadas no quarto compartilhado de Ken Estella. "Mina, você pode ligar a TV?" ela gritou. Instantaneamente, o barulho fraco da entrevista de Ken encheu a sala.

Enquanto a câmera dava zoom, capturando o sorriso atraente de Ken direcionado à plateia de repórteres e câmeras, Estella suspirou com um sorriso divertido. Balançando a cabeça, ela ouviu as brincadeiras de Ken com seus fãs presentes na conferência até que a pergunta de um repórter chamou sua atenção.

"Os jogadores americanos são bem diferentes", disse o homem. "Como você está se ajustando ao estilo de jogo japonês?"

Estella franziu o nariz e se levantou da posição agachada. "Mina, você pode terminar isso para mim, por favor?" ela pediu. Mina flutuou para baixo e pegou a caixa com facilidade. "Claro, Srta. Stella.'

Estella andou pela sala de estar, seus passos gentis enquanto se aproximava da tela da televisão. Ela observou atentamente, esperando a resposta de Kenji.

"Sr. Ito, certo?" Kenji gritou com um sorriso. "Beisebol é beisebol, cara."

"Resposta típica, Ken," Estella murmurou baixinho, balançando a cabeça. A voz de Ken continuou a preencher a sala, sua confiança irradiando pela tela. "O show do Ken Sato é o mesmo, sacou?," ele exclamou, sorrindo amplamente para a plateia. "Aqui, ou na América, tanto faz!"

"Sr. Sato." A atenção de Estella foi atraída para uma mulher em pé, sua voz cortando a multidão. Estella apertou seus olhos azuis e franziu a testa enquanto observava a jornalista clicar sua caneta.

"Por que você voltou ao Japão?", perguntou a mulher, com um tom direto e penetrante.

Kenji pareceu momentaneamente pasmo com a franqueza da pergunta. Ele se recostou na cadeira, um olhar desconfortável cruzando seu rosto, embora permanecesse respeitoso. " E-eu, desculpa, mas qual é o seu nome?" ele perguntou. 

"Ami Wakita", ela respondeu orgulhosamente, com um pequeno sorriso nos lábios.

Ken levantou a mão, sinalizando para uma pausa. "Calmou, calmou, relaxou!", ele riu, apontando um dedo para Ami. "Você é fã do Tigers, certo?", ele provocou, arrancando risadas da plateia ao redor deles.

Estella não conseguiu evitar rir baixinho, balançando a cabeça diante da habilidade de Ken de encantar qualquer situação. "Não importa pra quem eu torço, Sr. Sato", declarou Ami, de pé, com sua aura gritando por determinação. "A pergunta é por que, na véspera do seu primeiro campeonato, você escolhe ir embora e começar tudo do zero?"

Estella sentiu uma sensação de preocupação tomar conta de sua mente, seu aperto em seu braço se fortalecendo enquanto ouvia a abordagem investigativa de Ami. "Alguns falaram que poderia ser desgaste emocional, por conta da sua família—"

"Isto é beisebol, não hora da fofoca!" um homem na plateia interrompeu seu discurso, sua voz se elevando acima dos murmúrios. Gritos de concordância seguiram o protesto da multidão, trazendo um leve rubor de constrangimento ao rosto de Ami.

Ken rapidamente entrou, seu comportamento calmo, mas autoritário. "Ai, gente!", ele gritou, pairando os braços acima dos microfones e gesticulando para que o público se acalmasse. "Relaxem ai, fechou?", ele os encorajou, seu sorriso retornando enquanto se virava para Ami.

MAMORITAI - KEN SATOOnde histórias criam vida. Descubra agora