002- filho

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Laura Freitas.

Eu estava deitada de barriga pra cima na espreguiçadeira próxima a piscina, na intenção de pegar uma marquinha, devido ao forte calor que faz no rio de janeiro, enquanto observava o Arthur que brincava na água, com outra criança.

- eae, Laura - me assustei com uma voz grossa, muito bem conhecida por mim, falar ao meu lado, me fazendo revirar os olhos

Olhei pra cima e dei de cara com o Gerson, que estava parado com as mãos na cintura, sem camisa, me olhando, com um sorriso de canto nos lábios. E logo atrás dele havia um outro homem, vestido com uma regata do Flamengo, com aparência de uns 19 anos.

Oque o Gerson tem de babaca, tem de gostoso. Que tentação ele sem camisa, mas preciso fingir que não tenho mais nenhum tipo de atração por ele, até porque o mesmo me fez sofrer a um tempo atrás.

Depois da pequena "discussão" que tivemos ontem, fiquei horas pensando no Gerson, em tudo oque já rolou entre a gente, em ver ele de novo, em como vai ser agora que somos vizinhos.

- vou ter que te mandar tomar no cu de novo?

- calma - levantou as mãos em rendição - eu vim em paz, Freitas

"Freitas", só ele me chamava assim, e é muito bom ouvir meu sobrenome saindo da sua voz rouca. Sempre gostei de ser chamada assim pelo mesmo, oque fez meu coração acelerar ao escutar.

- esse aqui é o Lorran - apontou pro homem, que sorriu simpático - e Lorran essa é a Laura

- oi, Lorran - devolvi o sorriso. Pois não é porque tenho raiva do Gerson, que vou ser anti patica com o seu amigo

- prazer - apertou minha mão rapidamente

O camisa oito se sentou ao meu lado, na espreguiçadeira que estava livre. E o outro homem, se sentou do lado dele.

Voltei minha atenção pra piscina, mais especificamente pro Arthur, ignorando a presença do mais velho ao meu lado.

- aquele moleque é lindão, né!? - Gerson cortou o silencio, apontando na direção do Arthur com a cabeça

- ele é - respondi orgulhosa

O Arthur é a melhor coisa que fiz nessa vida, e também a que tenho mais orgulho.

- onde será que está a mãe? - olhou em volta - se eu o roubar, será se ela percebe? - seu tom era de brincadeira, e sua feição era igual de uma criança sapeca, até me lembrando um pouco da cara que o Arthur faz quando apronta algo

- eu certamente perceberia - o meia me olhou assustado com minha resposta

- pera, você é mãe? - afirmei com um som nasal - droga, eu pensei que você poderia me ajudar a roubar ele, e sermos uma dupla no meu plano - sorriu de lado - e se eu roubar a mãe junto? - levantei as sobrancelhas com sua pergunta em forma de cantada - ele é tão bonito quanto você - deixei um sorriso escapar

Ontem o Gerson já tinha meio que me dado uma cantada, antes da nossa pequena discussão, oque deixou claro que ainda existe interesse dele em mim, mas não darei mole, a gente foi coisa do passado, não vai rolar mais.

Passado Presente - GersonOnde histórias criam vida. Descubra agora