𝟮𝟲.

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𝙧𝙤𝙙𝙧𝙞𝙜𝙤 𝙢𝙤𝙧𝙖 𝙥𝙤𝙞𝙣𝙩 𝙤𝙛 𝙫𝙞𝙚𝙬.

olho para ela, como se ninguém mais existisse. até ver o gonçalo borges a chegar-se a ela. levanto-me e vou até eles. ela vira-se para nós.

madalena. - o gonçalo diz. e ela vira o rosto para ele. cerro os maxilares.

acho que somos irmãos. - gonçalo diz. a madalena parece espantada. não era uma novidade para mim. antes de um teste feito, se por acaso fizerem, de dna der positivo, eu já sabia antes disso tudo.

irmãos? como? - pergunta ela. com uma garrafa de vodka na mão.
solto um risinho.

apelido e talvez o passado. - o gonçalo diz. eu aceno com a cabeça.

bem, a única solução é mesmo fazer um teste de dna, a ver se isso é mesmo verdade. - digo a cruzar os braços. ela suspira fundo. a olhar para a entrada da discoteca. eu olho, juntamente com o borges. é o miguel. novamente. suspiro fundo e vou até ele.

o que fazes aqui? - pergunto eu.
enervado. e estou a sentir-me demasiado protetor. tenho de ser protetor. pelo que ela me disse. ele é capaz de muitas coisas, coisas péssimas. mas do que depender de mim, nada lhe vai acontecer.
vejo-o soltar um riso, e dá-me vontade de lhe partir a cara ao meio, ou em mil pedaços.

tchila uma beca. - pausa. não estou aqui por causa da madalena. - ele faz um movimento com o rosto.
e vejo um provável amigo dele a ir para a pista. volto a olhar para ele.

então desaparece. - digo.
vejo-o a abrir a boca. e a meter a mão no peito. e nega com a cabeça.

não. - diz ele. vou-lhe dar um bom murro mas o veloso agarra-me pelos braços. impedindo-me.

uao uao uao! - disse o rego a meter-se entre nós. e a afastar o miguel. eu solto-me dos braços dele.

tocas nela, estás morto. - volto para a pista. e ela já não lá está. vejo o miguel a soltar um risinho.

otário de merda. onde é que ela está? - pergunto com um tom alto. ele dá de ombros, e leva a bebida que têm no copo á boca. eu dou-lhe um encontrão e vou ver se ela está lá fora.

𝙢𝙖𝙙𝙖𝙡𝙚𝙣𝙖 𝙗𝙧𝙞𝙩𝙤 𝙥𝙤𝙞𝙣𝙩 𝙤𝙛 𝙫𝙞𝙚𝙬.

estou a recuperar energias ao pé do bar man. e deparo-me com um homem mais ou menos mais novo, com caracóis, e ter cara de quem anda nas drogas. e atraente. mas estou fiel, neste momento. então ignoro a existência dele. até ele meter a mão na minha perna. eu dou-lhe uma chapada na cara. e a sabrina aproxima-se.

tudo bem, começei mal. - diz o homem. eu suspiro fundo e agarro na minha mala e começo a procurar o rodrigo. porque estou assustada.
mas onde raios é que ele está?
sinto a mão do homem. volto-me para ele. e arqueei as sobrancelhas. tenho o coração na boca. com medo, que me faça mal. não sei se é do regresso do meu antigo trauma, mas isto está a deixar-me desconfortável.
podemos apanhar ar fresco, falar, só. - ele mete as mãos ao ar. olho para o veloso e para o rego, que se levantam. desde de pequenos, temos a cena de olhar uns para os outros. para me protegerem. eles estão acabados de levantar. e seguem-nos.
sozinhos. de preferência. - disse ele.

ou é com eles. ou não vou. - o rego e o veloso cruzam os braços atrás de mim. e eu sorri para o moço. agora é ele que está com o coração na boca.

tudo bem, vamos. - disse ele e eu vou até lá fora. e ele fica a falar comigo, diz que me quer conhecer melhor. eu nego. com a cabeça.

eu tenho namorado. com licença. - tento ir-me embora. e o mesmo puxa-me. para perto dele. eu suspiro fundo. e tento soltar-me. o rego e o veloso não sabem se se aproximam ou não. então ficam na dúvida.

𝗥𝗜𝗩𝗔𝗟𝗜𝗗𝗔𝗗𝗘𝗦 , 𝘳𝘰𝘥𝘳𝘪𝘨𝘰 𝘮𝘰𝘳𝘢.Onde histórias criam vida. Descubra agora