32

55 5 10
                                    

|| BELLA ADDAMS

Quinta-feira, 21:15 PM

  Já sentiu que poderia quase vomitar de tanto nervosismo? Bem, eu senti. Minha barriga revirava a cada passo que eu dava em direção a Theodore, era como se eu fosse desmaiar a qualquer momento apenas por causa da ansiedade que me dominava.

  Mas quem poderia me culpar? Eu sou simplesmente uma pessoa normal como qualquer outra, nunca me exibi em telas ou seja lá o que for que dê acesso à minha imagem para outras pessoas. E agora vou estar em todos os lugares possíveis da internet, sendo elogiada e criticada aos montes. Essa não é a primeira vez que isso acontece, já que eu fiz aquela burrada de me embebedar e ir dançar num bar idiota, mas eu lidei consideravelmente bem com a situação da ultima vez,  Theodore derrubou todos os vídeos meus e não houve muito repertório pra aquele assunto, mas isso é… muito diferente do que vai acontecer.

— Se sente muito nervosa? — Theodore perguntou após algum tempo, quando já estávamos no carro. Estávamos lado a lado no banco de trás, enquanto o motorista particular dele dirigia até o local do evento.

  Paro de batucar as unhas na capa do meu celular e desvio o olhar pra ele, fazendo uma expressão meio frustrada.

— Muito mais do que eu achei que sentiria. — Eu solto o ar, jogando meu corpo para trás.

Sinto sua mão sobre a minha em um gesto reconfortante.

— Vai dar tudo certo. Você só precisa ficar junto a mim, forçar um sorriso e caminhar. Se algum repórter ou sei lá o que mais te fazer alguma pergunta, apenas ignore.

Tombo a cabeça pro lado, a Sobrancelha franzida.

— Ignorar não faria com que eles me taxassem de soberba?

  Ele dá uma risada fraca. — Provavelmente. Mas é assim que você deve agir. Se responder algumas das perguntas deles, há uma grande possibilidade de distorcerem suas respostas. Nem todo mundo é bem intencionado como parece, eles só querem ganhar fama encima de nós, não importa o que tenham que fazer pra isso.

— Tudo bem então…. — Eu meio incerta, mas era melhor seguir suas instruções.

  Não demorou muito até que eu começasse a ouvir a música baixa, era calma o suficiente para não ser confundida com músicas de balada, mas eu ainda não consegui identificar o gênero musical exato. Mas de uma coisa eu sabia, chegou a hora.

  Theodore tira sua mão de cima da minha e me olha nos olhos por alguns segundos, abrindo a porta do carro em seguida. Eu faço um jogo de respiração, inspirando e expirando na expectativa que isso me acalmasse (o que não funcionou muito).

   Ele abre a porta para mim, segurando minha mão para que eu saísse do mesmo. Nem sequer pisei direito para fora do carro, e já sentia os flashes me cegando.

— Não me deixa cair. — Eu resmungo baixinho apenas para Theodore, que deu um riso baixo.

— Nunca.

  Meu coração acelera cada vez mais e eu sinto a necessidade de forçar ainda mais o aperto de mão para me sentir segura. Tento focar minha visão no caminho a frente, ignorando os fotógrafos e repórteres que estavam cobrindo o evento. Assim como Theodore disse, realmente eles caiam matando para fazer perguntas invasivas, mas eu tento ignorar.

  Coisas como “O que vocês pretendem fazer no futuro?”, “Já decidiram o lugar da lua de mel?”, “Como vai ser o casamento?”, “Como se conheceram?”, “Quantas pessoas vão estar no casamento?” Soavam a cada passo que nós dávamos em direção a entrada, protegida por alguns seguranças armados.

Sweet LieOnde histórias criam vida. Descubra agora