capítulo dezessete. - irmão.

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⌁

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Eu estava no meio da floresta, sozinha.

O vento frio contra o meu corpo, os barulhos dos animais — ou qualquer outra coisa que fosse, as arvores balançando e os corvos voando, me faziam sentir que já estive aqui. Olhava para um lado e para o outro o tempo inteiro, tentando entender aquele lugar e os barulhos que emanavam, eu podia escutar meu próprio batimento cardíaco e minha respiração descompensada. Fechei os olhos, tentando me acalmar e tentar perceber se havia algo ali.

Sem ao menos perceber, um homem corria em minha direção, mas sua tentativa foi falha, quando minha individualidade me protegeu. O mesmo se espatifou no chão, seu corpo sangrando e se abrindo enquanto ele se debatia na grama.

— I-isso dói... — ele tentava falar enquanto se engasgava com o próprio sangue.

Eu estava explodindo seu corpo de dentro pra fora.

Eu não queria, mas meu instinto fazia aquilo por mim.

Eu olhava envolta, decidindo para qual caminho seguir quando o homem finalmente se calou e morreu. Eu escutei um grito, eu me arrepiei e comecei a correr até ele, comecei a desacelerar quando o grito começou a ficar mais alto, e quando vi, estava pisando no concreto gelado. Dei mais alguns passos e vi, era eu. Com nove anos, um ano antes da Mirko aparecer.

— Como ela está? — uma voz grossa se fez presente, mas eu não conseguia ver o seu rosto.

— Ela está se adaptando assustadoramente. Não sei como ela ainda está viva — outro homem o respondeu.

Eu só conseguia olhar para meu corpo caído no chão, eu ainda estava consciente. Eu fiz os vidros de proteção se quebrarem, derrubei e desmontei quase toda aquela sala e só olhava para o teto, esperando que algum milagre me tirasse dali.

Um homem correu em minha direção e aplicou algo em minha veia. Provavelmente anestesista. Eu lembro que aquilo era rotina, eu vivia dopada para não quebrar aquele lugar.

— Depois traga aquele menino de cabelo azul para fazer companhia a ela. Ele a deixa mais calma, mesmo sendo mais velho ele gosta e cuida dela. E a garota é imune a ele. — ele saiu da sala.

Um menino? Eu não lembrava disso.

— Triste, não? — uma mulher parou do meu lado. Cabelos vermelhos, olhos cinzas e algumas cicatrizes pelo rosto e pescoço.

— Quem é você?

— Ayanna, você sabe quem eu sou.

— Não, não sei — falei desconfiada, dando um passo pra trás. — Eu achei que isso era tudo um sonho...

— Mas é um sonho, querida — ela respondeu. Ela mantinha a voz suave e calma, como se estivesse em paz. — Me pergunto como não notaram antes.

De primeira não entendi o que ela quis dizer, mas ao olhar para a eu de nove anos, eu me vi apagada flutuando com alguns brinquedos envolta do meu corpinho, soltei uma risadinha, lembrei de quando Mirko me acordava gritando porque eu estava flutuando pela casa e dormindo.

𝐓𝐎  𝐓𝐇𝐄  𝐒𝐓𝐀𝐑𝐒 - Katsuki Bakugou.Onde histórias criam vida. Descubra agora