Aemond Targaryen sempre fora alheio a presença de sua sobrinha, a casta e perfeita aos olhos de todos que ficavam a sua volta. Visenya Targaryen, filha de um pecado, não passava de uma garota mimada a qual ele jamais olharia.
Até ele a ter, até a d...
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A princesa deu duas lentas batidas na porta dos aposentos de Aemond. Ele já sabia que se tratava de Visenya pela delicadeza das batidas e por já a esperar, de certo ela já teria conhecimento sobre o possível noivado que futuramente seria anunciado caso aceitasse a proposta feita por Alicent.
Ela havia pensando diversas vezes se seria prudente fazer aquela visita, poderia ser vista por muitas servas do palácio ou até mesmo por membros da família. Por sorte Aemond havia dispensado seus guardas da frente já ciente das possíveis especulações. — Poderiam muito bem circular boatos sobre que o noivado repentino fora por indiscrições se a vissem entrando em seu quarto.
Aemond abriu a porta dando de cara com a sobrinha atordoada, dando passagem para que entrasse depressa em seus aposentos.
— Por acaso estava ciente disso? — perguntou Visenya andando de um lado para o outro, claramente nervosa.
Sequer imaginava que uma simples proposta de casamento que não havia sido feita por ele, a deixaria tão nervosa. Estava tão orgulhosa de si por demonstrar calma na frente de seus pais, mas agora olhando para ele o nervosismo gritava por todo seu corpo instantaneamente.
Já Aemond se encontrava parado, incerto.
— Sobre o que, querida sobrinha? — perguntou arqueando as sobrancelhas.
Visenya o olhou incrédula. Óbvio que ele iria querer que ela se humilhasse mais ainda, dizendo as exatas palavras.
— Sua mãe propôs que nos casássemos... — sussurrou o encarando, que não demonstrou nenhuma reação às suas palavras. — Está de acordo com isso?
Aemond quis rir. Concordar... como se tivesse escolha de algo.
Se sua mãe, a rainha, decidisse que teria de se casar com ela assim seria feito. Assim como Aegon teve de aceitar o casamento com sua irmã, como sua própria mãe tivera de aceitar o casamento com Viserys.
— Acredito que não tenho muito o que contestar, princesa. — andou para o outro lado do quarto não tirando o único olho concentrado em cada passo vindo dela, em como a respiração acelerada, as bochechas vermelhas de tanto corar faziam-na parecer adorável.
Era nítido que era a primeira vez que estava sozinha em um quarto com um homem e isso a atordoava sem dúvidas.
Aemond sentiu uma estranha sensação em seu corpo de pensar que seria ele a causar aquela tensão toda na sobrinha, que era ele o único homem que ficara sozinho em um quarto com ela, tirando seus irmãos e padrasto.
Uma sensação de ego cresceu em seu peito.
Visenya no entanto o encarava aflita por suas palavras, confusa e o sensação crescendo ainda mais conforme conversavam.