𝟮𝟳.

1K 66 37
                                    

𝗿𝗼𝗱𝗿𝗶𝗴𝗼 𝗺𝗼𝗿𝗮 𝗽𝗼𝗶𝗻𝘁 𝗼𝗳 𝘃𝗶𝗲𝘄.

acordo, com o cheiro do shampoo da madalena. está deitada no meu peito.
hoje não tenho treinos. então aproveito para passar este dia com ela. temos que ir ao hospital, juntamente com o borges. para ir fazer um teste de DNA. depois almoçamos e ela quer conhecer a minha irmã. e provavelmente os meus pais. a relação dela com os pais não é realmente boa, pelo que deu a perceber num dos encontros. mas estava tudo bem. aliás, se a tenho. tenho tudo. beijo-lhe a cabeça várias vezes, para que ela acorde lentamente. vejo-a a espreguiçar-se e a sorrir para mim, com aqueles bonitos olhos. beijo-a delicadamente nos lábios. e sorri de volta.

bom dia. - digo. ela sorri ainda mais e beija-me os lábios. também delicadamente.

bom dia guigo. que horas são? - perguntou ela. olho para o relógio, são 10h30, neste exato momento. digo-lhe as horas e ela volta a deitar-se no meu abdominais. eu sorri, e acariciei-lhe o cabelo. temos mesmo de ir fazer o teste? - pergunta. eu dei de ombros.
e remexo no seu cabelo.

se quiseres saber que o gonçalo é teu irmão. - continuei. ela suspira enquanto fecha os olhos. e volta a abri-los. e beija-me o abdómen. e volta a deitar-se.

isso não faz o menor sentido. - diz ela. numa voz abafada. diria que é fã número um dos meus abdominais e abdómens.

por acaso até faz, linda. - digo e ela sorri para mim, voltando a levantar-se. eu sorri.
tímido, como sempre.

tudo bem. vamos. - ela levantar-se da cama, só têm cuecas, e o meu moletom. e eu estou de calções. levanto-me também e envolvo as mãos na cintura dela. e ela nos meus ombros.

o que é? - ela pergunta a sorrir. eu sorri também. metendo-lhe uma mecha de cabelo esticado e macio, atrás da orelha.

nada. gosto de olhar para pessoas bonitas. - sinto as bochechas dela a ficarem quentes, porque estou com as minhas mãos nas mesmas. ela volta a sorrir, timidamente.

que meloso, mora. - ela solta-se e eu volto a puxa-la para mim, fazendo-a rir-se. e fica encostada á mesa de cabeceira. com o sorriso bonito dela. eu beijo-a várias vezes os lábios. até ela me voltar a soltar. ambos rimo-nos. e vestimos-nos. vamos buscar o borges, depois de nos por mos como deve de ser.

chegamos á casa do gonçalo por volta da hora de almoço. estamos ambos esfomeados. o gonçalo já almoçou.
então não está com fome.
entramos no hospital, e fizemos o teste, demorou algum tempo para sabermos o resultado, mas nada de especial. porque eu já
sabia antes do mesmo teste ser feito.

o resultado está positivo. o gonçalo borges, é seu irmão. - a doutora diz. com um papel na mão. e estende-o. a madalena abre a boca. e o borges sorri. a madalena está escandalizada. saí do hospital para tentar processar tudo. o borges tenta ir atrás dela. mas impeço-o. tudo o que ela mais precisa é de espaço, espaço dele. para tentar encaixar cada peça do puzzle. passamos por ela, lá fora. está com uma respiração fraca. vou a correr até ela, rapidamente. e agarro na cintura dela.

chama um médico. - pausa. volto a olhar para ela. e meto as minhas mãos no seu rosto. respira comigo, madalena. - ela tenta.
isso. inspira, expira. - ela consegue. dá uns últimos suspiros assustadores. e abraça-me.
devolvo-lhe o abraço, envolvendo-a a mim.
a doutora chega.

estou bem. - madalena diz que provavelmente foi um ataque de ansiedade.
e que está muito melhor agora. ansiedade?
ela nunca me tinha dito isto antes.

𝗥𝗜𝗩𝗔𝗟𝗜𝗗𝗔𝗗𝗘𝗦 , 𝘳𝘰𝘥𝘳𝘪𝘨𝘰 𝘮𝘰𝘳𝘢.Onde histórias criam vida. Descubra agora