Oiê!
Como estão?Peço desculpas pela demora em atualizar, e vou me organizar para isso não ocorrer novamente. 🖤
(...)
Ir para uma cidade do interior foi a melhor decisão daquelas jovens mulheres. Pelo menos era o que Rafaela pensou enquanto virava no colchão da cama no qual estava.
Não havia despertador tocando tão cedo, anunciando que ela deveria levantar para dar início a sua rotina cansativa de adulto funcional. Não tinha que passar horas estudando as matérias da faculdade, muito menos resolver os problemas causados pelo seu âmbito familiar que em dados momentos era caótico.
Atualmente ela não tinha que lidar com absolutamente nada e isso era mais próximo do que ela conheceu como paz.
Sonolenta, se virou rumo a janela, notando que a mesma estava entreaberta e que de lá vinha uma brisa refrescante que a agradou muito. A madrugada foi bem quente e ela teve que apelar para os pijamas mais curtos, que no qual, não queria, ainda mais por estar na casa de outras pessoas.
Se espreguiçou e buscou por seu telefone, vendo que já eram oito da manhã. Mais meia hora de sono não faria mal, certo?
Pegou uma manta fina e cobriu melhor o seu corpo, se virando novamente para o outro lado e reparando que a maçaneta da porta estava girando vagarosamente, como se alguém estivesse prestes a entrar. Mesmo com a visão embaçada pela falta do óculos e a confusão matinal, conseguiu notar que logo mais alguém viria a adentrar aquele cômodo.
Estava com a visão péssima devido ao sono, mas coçou os olhos e tentou enxergar melhor. Poucos segundos e ninguém entrou. Ela acabou pegando os óculos e colocando no rosto. Bom, não havia ninguém e possivelmente foi sua miopia lhe pregando uma peça.
— Meu Deus…
Bocejou, assumindo uma postura ainda mais desajeitada após a tensão ir embora de seu corpo. Pensou consigo se estava ficando louca, mas não. O cansaço e a exaustão são vilões na mente das pessoas, fazendo-as enxergar o que se quer existe.
— Preciso deixar de ser tão medrosa.
Murmurou enquanto ficava de pé e se prontificou a ir ao banheiro para escovar os dentes e lavar o rosto. Não conseguiria dormir mais, fora que seu estômago roncou aleatoriamente, indicando que precisava fazer uma refeição.
Ia até o banheiro do quarto, mas tomou um susto quando um barulho alto de pessoas conversando, adentrou aquele ambiente. Se virou rápido, vendo Silviane e Thaynara já devidamente arrumadas e bonitas. E claro, rindo da expressão péssima dela por ter levado um baita susto.
— O que foi, amiga? — o tom doce e alegre era de Silviane, que não escondeu o bom humor pela pegadinha que tentou pregar em Rafaela.
— Vocês não sabem bater na porta? — Indagou a Silviane com certa rispidez.
— Ih, acordou brava — Thaynara fechou a porta atrás de si e foi até a janela que estava aberta. Achou estranho. — Pensei que tivesse medo de dormir com a janela aberta.
— E tenho — Rafaela pontuou, ainda parada no seu antigo trajeto até o banheiro. Estava emburrada com a invasão de seu quarto, fora o bom humor alheio. — Se entrar uma barata, vão me escutar no quarteirão mais distante daqui.
— Dramática. — Thaynara balançou a cabeça negativamente. — Então por que abriu?
Sil ignorou a cara brava de Rafaela e foi até sua amiga, apertando as bochechas dela para ver se ela melhorava o seu mau humor. Ou piorava. Vai saber de suas reais intenções?
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A Manifestação do Mal
HorrorA cidade de Aurora Celestina é a escolha de um grupo de amigas para sua viagem anual. De passagem pelo local, elas irão ver que, muitas das vezes, o Mal se materializa de forma humana, levando elas para um caminho sem volta.