Capítulo 11: Encontros e Revelações

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Jonathan abriu a porta e se deparou com Amestista, uma colega de clã. Seus cabelos longos e escuros balançavam suavemente enquanto ela falava.

— Jonathan, a líder deseja falar com Aria — disse ela, sua expressão neutra, mas os olhos brilhando com curiosidade. Assim que terminou, virou-se rapidamente e desapareceu no corredor.

— Vamos, então — Jonathan disse, gesticulando para que eu o seguisse. Caminhamos em direção à sala de reuniões, meu coração acelerando a cada passo. A ideia de encontrar a líder do clã era tanto excitante quanto intimidante.

Quando chegamos, Jonathan parou na entrada e olhou para mim.

— Só você pode entrar — ele informou, sua expressão grave. — Se precisar de mim, estarei aqui fora.

Nodando, entrei na sala, a atmosfera pesada com a expectativa. A sala era decorada com tapes ancestrais e móveis antigos, dando-lhe um ar de história e poder. No centro, Iris estava sentada, seu olhar caloroso e acolhedor.

Assim que me viu, Iris se levantou e me envolveu em um abraço apertado.

— Aria! É tão bom vê-la! — disse ela, seu tom cheio de sinceridade. Ao me soltar, seus olhos refletiam uma preocupação subjacente. — Sinto muito pelo que aconteceu.

— Obrigada, Iris — respondi, tentando reunir coragem. Eu sabia que estava prestes a revelar meu passado sombrio.

— Sente-se — Iris disse, indicando uma cadeira oposta à sua. Assim que me acomodei, ela se sentou, o olhar atento. — Agora, me diga, o que a traz aqui?

Respirei fundo, concentrando-me nas palavras que queria compartilhar.

— Eu acordei em um laboratório — comecei, minha voz firme, mas carregada de emoções. — Estou em busca de respostas sobre o que aconteceu. Não tenho lembranças de como cheguei lá ou de quem estava por trás disso.

Iris trocou um olhar significativo com Malachai, que estava de pé ao fundo, escutando em silêncio. Então, ela se voltou para mim.

— Aria, foi o clã de Iris que invadiu aquele lugar. — Ela hesitou, permitindo que suas palavras se estabelecessem. — Encontramos você e os outros vampiros. Eles... não tiveram a mesma sorte que você. Nós optamos por deixá-la seguir seu próprio rumo.

A revelação caiu sobre mim como um peso. Eu não estava sozinha, mas os outros não haviam conseguido escapar. A dor e a tristeza em meu coração aumentaram, mas eu precisava saber mais.

— E por que vocês decidiram me deixar ir? — perguntei, confusa.

— A cúpula, de forma não oficial, dirige estudos em vampiros com dons — ela explicou, a seriedade em sua voz evidente. — Você foi uma das suas vítimas. Capturada e usada para estudos, mas felizmente, não houve continuidade.

A informação me atingiu como um golpe. Eu havia sido uma cobaia, um experimento. A raiva e a frustração começaram a se acumular.

— Mas por quê? O que eles queriam de mim? — indaguei, buscando entender a lógica por trás da crueldade.

— Vampiros como você, que possuem dons especiais, são frequentemente vistos como alvos de interesse. Eles queriam descobrir como poderiam controlar e explorar esses poderes — Iris respondeu, seu tom cheio de compaixão. — Mas não se preocupe, Aria. Você é livre agora.

Eu me inclinei para frente, a esperança começando a se acender dentro de mim.

— E como posso ajudar? O que posso fazer para garantir que ninguém mais passe pelo que eu passei?

Iris sorriu, uma expressão de respeito cruzando seu rosto.

— Sua determinação é admirável. Faremos o que for preciso para garantir sua segurança e, ao mesmo tempo, continuar a luta contra a cúpula.

O alívio e a determinação se misturaram dentro de mim. Finalmente, eu não estava sozinha. Havia um clã que me aceitava, que entendia a luta.

— Obrigada, Iris — murmurei, a gratidão em minha voz.

— Agora, vá e descanse um pouco. Há muito o que discutir e planejar, mas você precisa de tempo para se recuperar do que aconteceu — ela disse, gesticulando para que eu me levantasse.

Levantei-me, sentindo um novo peso sobre os ombros, mas, desta vez, era um peso que eu estava disposta a carregar. A luta ainda não havia acabado, mas, finalmente, eu tinha aliados.

Assim que saí da sala de reuniões, uma nova determinação ardia dentro de mim. Eu não estava mais sozinha.

Assim que a reunião terminou, encontrei-me com Jonathan na entrada do palácio. O amanhecer começava a se instalar, a luz suave da manhã filtrando-se pelas janelas. Eu esperava que ele me deixasse sozinha, mas ele sorriu e me guiou até meus aposentos.

— Como foi? — ele perguntou, a curiosidade visível em seu rosto.

— Foi muito bem! — respondi, o entusiasmo transparecendo na minha voz. — Iris foi incrível, e eu finalmente consegui entender um pouco mais sobre o que aconteceu comigo.

Jonathan sorriu, e eu percebi que estava genuinamente feliz por mim.

— Que bom! — disse ele, a voz cheia de calor. — Fico feliz por você, boneca.

Não pude evitar, ri do que ele disse, sentindo um calor subir pelo meu rosto. O jeito que ele me chamava sempre me deixava um pouco envergonhada.

— Obrigada, Jonathan. Você realmente me ajudou muito — eu disse, olhando em seus olhos, querendo expressar minha gratidão.

Mas, antes que eu pudesse dizer mais, ele se inclinou, e, em um movimento rápido, se lançou sobre mim. Nossos rostos estavam tão próximos que pude sentir a intensidade de seu olhar.

— O que você está fazendo? — perguntei, surpresa, enquanto ele se aproximava para me beijar.

— Eu gosto de você, Aria — ele confessou, a voz baixa e carregada de emoção. — Quero saber se você também gostaria de fazer isso comigo.

Fiquei chocada com suas palavras, mas não consegui negar a atração que sentia por ele. Jonathan era incrivelmente atraente, e uma parte de mim desejava aquela conexão, aquela sensação de calor e proximidade.

Então, em um impulso, aproximei-me dele e comecei a beijá-lo. O toque de seus lábios era eletrizante. Ele me puxou para perto, suas mãos deslizando pela minha cintura, enquanto eu sentia meu coração disparar.

Jonathan começou a tirar minha camiseta, e, enquanto isso, eu me despia de minha calça, a excitação crescendo entre nós. A intensidade da manhã se transformava em algo muito mais profundo, algo que eu não esperava, mas que me deixava viva.

A química entre nós era palpável, e a sensação de liberdade que me cercava era inebriante. Naquele momento, não havia passado, não havia preocupações; apenas nós dois, envolvidos em uma dança de desejo e paixão.

Assim que terminamos, Jonathan olhou nos meus olhos, um sorriso satisfeito em seu rosto.

— Isso foi incrível — ele disse, ainda ofegante, antes de se levantar e ir para seu próprio aposento.

Com ele longe, a realidade começou a se instalar novamente. Senti um misto de felicidade e confusão. Levantei-me, sentindo a suavidade da seda na minha pele.

Decidi que precisava me limpar, então fui até a banheira elegante, onde a água fresca me aguardava. O toque da água sobre meu corpo foi revigorante, lavando não só a sujeira, mas também as inseguranças que ainda estavam presentes.

Depois de me banhar, voltei para o quarto, onde o caixão luxuoso aguardava. A visão da peça me trouxe um certo conforto, como se, de alguma forma, eu pertencesse a este lugar.

Deitei-me e fechei os olhos, permitindo que o cansaço me levasse a um estado de descanso profundo. Ali, entre os ecos da noite passada e as promessas do futuro, adormeci.

Beijo de VeludoOnde histórias criam vida. Descubra agora