Capítulo 4 - Marygold Flowers

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Com muita dificuldade eu abro meus olhos, sinto um forte balançar que me deixa nauseada, minha cabeça está apoiada no colo da Lisa, que está chorando, assim como as outras pessoas, que não consigo identificar, mas onde é que eu estou.

- Lisa, onde eu estamos? (Pergunto com a voz rouca)

- Em um barco grande, aquele homens mascarados, nos colocaram aqui. Eu ouvi um deles dizer que a duquesa mandou jogar você no meio do mar para os peixes acabarem com você, infelizmente agora estamos longe do porto, só existe mar se olhar nas janelas! (Lisa explica desesperada)

- Eu nunca vi o mar é bonito? Também não estive em barco grande. (Eu sinto tanta dor que estou com frio)

- Ghor, você ainda está febre deve estar delirando. Descanse tudo ficará bem, eu estou aqui.

Fecho meus olhos e acabo por dormir, acordei com água sendo jogada em mim, olho para cima e vejo o céu, fechado, a água da chuva bate em meu corpo me deixando com mais frio, olho para o chão de madeira e tem sangue saindo escorrendo pela minha perna e indo para o chão, filho me perdoa não consegui te proteger.

- Eu vou com ela, Ghor. (Lisa me agarra meu braço e não solta)

- Boba, você te a chance de viver, eu já estou morta. (Olho para o raio) - Filho eu estou indo te encontrar! (Eu falo chorando, cada passo que dou dói tanto que eu só quero me deitar)

- Eu não vou te deixar Ghor. Isso é navio de escravos, estão levando garotas e crianças pobres para os bárbaros do sul. Eu prefiro morrer do que ser escrava, eu estou ao seu lado até a morte. (Lisa segura minha mão fortemente)

- Lisa se ficar ao meu lado vamos conhecer morte em breve! 

Raios e trovões cortam o céu completamente escuro e chuvoso, tinha um brilho lindo cortando a escuridão as vezes. Os homens falam coisas que eu não entendo, eu sou levada para a borda do navio, Lisa segura minha mão com força, um pequeno barco de madeira estava no mar parecia que as ondas iriam quebrar ele em pedaços, eles amaram uma corda em Lisa que ia até o barco e nos jogaram no mar.

Eu subia e descia na água, meus pés não encontravam o chão, com dor, sem forças e sangrando, tenho certeza de que vou morrer, mas eu não quero, ainda não me vinguei, meu filho não é o dono tudo de Mansfield, eu não vou morrer antes de vingar de todas a família Thatcher, só vou parar quando meu filho tomar posse de tudo o que e dele por direito.

- EU NÃO VOU MORRER. TUDO O QUE PERTENCE AO EDWARD É DO MEU FILHO POR DIREITO! (Grito ao se puxada e abraçada por Lisa para cima da água)

Com muita dificuldade conseguimos chegar ao barco pequeno e entrar nele, depois de nos arrastar pela corda, as ondas estão ficando cada vez mais altas, minhas costas doem e meu quadril está latejando, tenho uma vontade de forçar algo para fora do meu corpo.

- Lisa, tem algum querendo sair de mim, socorro! (Começo a chorar)

- Não, Ghor falta uma lua para o bebê nascer, ele não pode nascer agora. Não agora! (Lisa fala desesperada)

- Ele quer nascer. ( Eu grito e uma onda enorme vem em nossa direção) – NOS NÃO VAMOS MORRER!

Passamos pela onda, eu ainda estava viva, a dor aumentava, o fundo do barco estava cheio de sangue e água, Lisa me olhava completamente desesperada e eu nem sei no que pensa além da dor que estou sentindo.

- Você deveria ter fugido Lisa, não me seguido, ter pego as minhas joias que estão no quarto e indo para o mais longe possível de Londres! (Olho para a assustada)

- Se eu não estivesse aqui, você estaria morta. Segura! (Uma nova onda enorme leva o barco para o alto)

Eu respiro aliviada quando não sofremos dano algum, continuamos vivas, meu quadril está desconfortável e minha intimidade queima, todo o meu corpo está dolorido.

Eternos DiamantesOnde histórias criam vida. Descubra agora