Capítulo 68: A felicidade de Suga

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Ami caminhou até a porta de seu apartamento, seu coração pesado com o que tinha visto e ouvido no estúdio. Mas, para sua surpresa, lá estava Hobi, sentado em frente à sua porta, com um olhar preocupado. Ele havia esperado pacientemente por ela.

- O que você está fazendo aqui? - Ami perguntou, a voz fria e distante, tentando manter a compostura.

Hobi se levantou rapidamente, tentando se aproximar dela com os braços abertos para abraçá-la, mas Ami deu um passo para trás, evitando o contato.

- O que ela te disse? - ele perguntou, confuso e ansioso por respostas.

Ami manteve a expressão neutra, mas sua voz estava carregada de dor quando respondeu:

- Não é o que ela disse, Hobi... é o que ela me mostrou.

Hobi ficou em silêncio, esperando que Ami continuasse. Ela então explicou sobre a foto que a menina lhe mostrara, o beijo entre eles que parecia ter sido capturado em um momento íntimo. Hobi ficou visivelmente chocado e, antes que ela pudesse dizer mais, ele interrompeu:

- Ami, eu lamento muito por isso. Mas você precisa acreditar em mim. Um dia, durante os ensaios, ela começou a se aproximar demais... e, de repente, ela me beijou. Eu não consegui me desvencilhar na hora, foi tudo tão rápido!

Ami o olhou nos olhos, tentando buscar qualquer traço de mentira, mas só encontrava sinceridade. No entanto, sua mágoa era maior do que qualquer justificativa.

- Hobi, eu vi a foto. Você não parecia tão surpreso assim. - A voz de Ami saiu baixa, quase um sussurro.

Foi então que algo clicou na mente de Hobi. Como ela teria uma foto do beijo? Ele estava tão imerso na situação na hora que nem havia percebido.

- Espera... ela tirou uma foto? Como ela teria uma foto disso se aconteceu tão de repente? - Ele começou a pensar em voz alta. - Isso tudo foi uma armação. Ela planejou esse beijo para causar problemas. Está tentando destruir a gente.

Ami, que até então parecia rígida e contida, finalmente desmoronou. Ela se jogou no sofá, exausta mental e emocionalmente. A sensação de estar sendo manipulada era insuportável. Ela sabia, no fundo, que aquela menina estava envolvida de alguma forma com as ameaças que vinha recebendo, mas simplesmente não tinha forças para contar a Hobi naquele momento.

- Hobi... - Ami começou, querendo compartilhar tudo que vinha enfrentando, mas desistiu. Ela olhou para ele e viu a preocupação em seus olhos, e não queria trazer mais peso para seus ombros.

Hobi, percebendo o cansaço de Ami, se levantou e se agachou ao lado do sofá, acariciando seus cabelos com ternura.

- Meu amor, eu não sei por que ela está fazendo isso, mas você precisa acreditar em mim. Ela me beijou sem que eu tivesse a chance de reagir. Não te contei porque sabia que isso só te machucaria. Ela não significa nada para mim. Você é a única coisa que importa na minha vida. - A voz de Hobi era suave, mas firme, transmitindo a segurança que Ami tanto precisava.

Os olhos de Ami se encheram de lágrimas novamente, mas dessa vez, ela estava tocada pela sinceridade de Hobi. Queria tanto desabafar sobre tudo que estava acontecendo, mas escolheu se conter, pelo menos por enquanto.

- Hobi... - ela começou a dizer, mas a emoção a impediu de continuar. Ela sorriu levemente e desviou para outro assunto, tentando não trazer mais dor para aquele momento. - Eu acredito em você... está tudo bem.

Hobi suspirou de alívio, sentindo o peso em seu peito diminuir. Ele se inclinou e a beijou carinhosamente, e logo depois deitou ao lado dela no sofá. Eles ficaram ali, em silêncio, aproveitando a simples presença um do outro. Ami se aconchegou no peito de Hobi, ouvindo o som das batidas do coração dele, que era como sua música favorita - a batida constante que a acalmava, que fazia tudo parecer menos assustador.

Era o momento de paz que ambos precisavam, mesmo que o mundo lá fora estivesse desmoronando.

Ami estava no sofá, ainda processando tudo o que havia acontecido com Hobi. Seu telefone começou a tocar incessantemente. Era Lu, ligando repetidamente. Após hesitar por alguns segundos, Ami finalmente atendeu.

- Oi, Lu. - Ami disse, tentando soar calma.

- Ami, você está bem? Eu fiquei preocupada quando você saiu daquele jeito. - A voz de Lu estava repleta de ansiedade.

- Estou bem, Lu, não se preocupe. Só precisava de um tempo pra mim. E você? Está tudo bem com você? - Ami perguntou, tentando mudar o foco da conversa.

- Na verdade, não exatamente... estou no médico agora. Não me senti muito bem e precisei vir fazer alguns exames. - A voz de Lu revelou um leve cansaço.

Ami se levantou do sofá em um pulo, a preocupação tomando conta dela.

- No médico?! O que aconteceu? Você está bem? Quer que eu vá até aí? - Ami perguntou, a voz subindo um tom.

- Calma, Ami. Está tudo bem... eu fiz alguns exames, e o médico vai me chamar para conversar. Assim que eu souber de algo, te ligo. Não se preocupe. - Lu tentou tranquilizá-la, mas Ami ainda estava apreensiva.

- Tudo bem, mas, por favor, me avise assim que tiver notícias. Estou aqui para o que você precisar, ok? - Ami respondeu, com o coração apertado pela preocupação.

- Pode deixar. Eu te ligo assim que sair do consultório. - Lu disse antes de desligar.

Do outro lado da cidade, Lu estava com Suga na sala de espera do consultório. Ela havia sentido tonturas e mal-estar nos últimos dias, e Suga, sempre cuidadoso, insistiu que ela fosse ao médico. Quando o médico finalmente os chamou, os dois entraram na sala de mãos dadas, ambos apreensivos com o que estava por vir.

- Senhorita Lu, tenho os resultados dos seus exames. - O médico começou, observando os dois. - E quero tranquilizá-la: o que você está sentindo é algo perfeitamente normal. Parabéns, você está grávida.

O silêncio tomou conta da sala. Lu e Suga se entreolharam, sem saber como reagir. A felicidade misturava-se com o choque e o medo do desconhecido.

- Grávida? - Lu repetiu, a voz saindo em um sussurro, enquanto olhava para Suga. - Isso é real?

Suga ainda estava processando, mas logo um sorriso começou a se formar em seus lábios. Ele apertou a mão de Lu com força, seus olhos brilhando de emoção.

- Sim, é real. Nós vamos ter um bebê. - Suga disse, ainda com uma mistura de surpresa e alegria na voz.

Lu começou a rir nervosamente, as lágrimas já escorrendo por seu rosto. Era uma notícia maravilhosa, mas ao mesmo tempo assustadora. Tantos pensamentos passavam por sua mente - o que viria a seguir, como suas vidas mudariam.

- Eu não sei o que pensar... estou tão feliz, mas ao mesmo tempo, com tanto medo. - Lu confessou, olhando para Suga com os olhos ainda marejados.

Suga soltou uma leve risada, emocionado, e puxou Lu para perto, envolvendo-a em seus braços.

- Eu também estou com medo... mas vamos passar por isso juntos. Sempre estivemos lado a lado, e agora mais do que nunca. Nosso bebê vai ser a coisa mais importante do mundo pra nós. - Ele disse com a voz suave, acariciando os cabelos dela.

- Eu te amo, Yoongi. - Lu sussurrou, sentindo-se mais calma com as palavras dele.

- Eu também te amo, Lu. - Ele respondeu, beijando-a na testa.

Depois da consulta, eles decidiram sair para um lugar mais tranquilo, longe de tudo, onde pudessem processar a notícia juntos. Caminharam até um parque próximo, onde sentaram em um banco, apenas observando o movimento suave das árvores e o silêncio ao redor.

- Parece que nossas vidas vão mudar para sempre agora. - Lu disse, sorrindo para Suga enquanto acariciava levemente sua barriga.

- E eu mal posso esperar para viver essa nova etapa com você. - Suga respondeu, com um olhar terno.

Eles ficaram ali, em silêncio por alguns minutos, apenas aproveitando o momento juntos, ambos ansiosos e felizes pelo que estava por vir.

ENCONTROS DO DESTINO: O que é seu, te acha! (FINALIZADA)Onde histórias criam vida. Descubra agora