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"Eu sempre odiei o amor e nunca me senti apaixonado, até te ver naquela noite..."

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Mais um dia no trabalho...
Era quase meia noite, eu tava voltando pra casa como sempre, cansado, estressado e sem o mínimo de paciência.
A rua tava vazia e finalmente iluminada, faz 6 meses que eu moro nessa merda de lugar e eles colocaram postes que funcionam só agora, um bando de imprestáveis inúteis.
Eu tava quase chegando no meu apartamento, até ver um caminhão de mudanças do lado do meu prédio. Sério, quem é o louco que vai morar aqui?! Espero que não seja mais  um velho desgraçado ou algum pau no cu pra encher a porra do meu saco.

Eu entrei em casa e joguei a minha mochila do lado da porta, tava exausto e só um banho faria eu recuperar as minhas energias.
Entro no banheiro e ligo o chuveiro, tirando minhas roupas e entrando debaixo da água quente.
Algum infeliz tocou a minha campanhia enquanto eu tava tomando banho. Caralho, quem é o doente que toca a merda da minha campanhia essa hora da noite?!
Com muito ódio eu desligo o chuveiro e só enrolo a toalha na minha cintura, sem muita pressa.
Saio do banheiro e vou até a porta, molhando todo o piso com o meu cabelo pingando água.
Abro a porta e... Quem é essa delícia?

–Licença, desculpa incomodar... Eu sou o seu novo vizinho, muito prazer! Me chamo Roier.– O rapaz estende a mão, dando um sorriso exageradamente gentil para o meu gosto, eu o olho de cima a baixo, logo apertando sua mão enquanto continuo em silêncio.

–Bom... Parece que durante a mudança algumas peças da minha cama se perderam e uma delas são os pregos, uma parte importante pra montar a estrutura da cama, sabe? E meio que eu não tô afim de dormir no chão... Então, você tem alguns pregos pra me emprestar?– Ele fala, soltando a minha mão e dando um outro sorriso, agora meio sem graça.

–Ah... Eu acho que tenho alguns, espera um minuto.– Eu falo, logo me afastando e encostando a porta, vou até a minha caixa de ferramentas e pego um saquinho com alguns pregos. Volto para a porta e entrego para Roier.

–Pega aí, não precisa me devolver se sobrar.

–Muito obrigado! Você me salvou de verdade!- Ele dá um sorriso agradecido.

–Denada.

O moreno se despede e sai da minha porta, descendo as escadas e sumindo de minha vista. Logo eu percebo as minhas bochechas queimando e meu coração acelerado. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas tinha certeza que aquele garoto seria meu, ele querendo ou não.

Eu termino de tomar meu banho, coloco uma calça moletom e fico sem camisa. Me jogo na cama e me deixo relaxar, com todo aquele cansaço do trabalho se esvaindo e só restando uma imagem na minha mente: Aquele sorriso perfeito do vizinho novo...

Tento até dormir, fiquei rolando na cama por muito tempo mas não consigo adormecer, eu continuo pensando no Roier... Eu estava sentindo um pouco de fome, pois eu não comi nada quando cheguei do trabalho, então, eu me levanto e vou até a cozinha, pegar alguma das últimas coisas da minha geladeira.

Sem muitas esperanças, abro a geladeira e com desânimo pego um sanduíche natural, depois eu tenho que comprar mais comida... Porra, Então eu vou precisar fazer hora extra pra conseguir comprar um pouco mais do necessário, vai que falta alguma coisa na casa do Roier e ele tem que pedir para mim.

Enquanto eu comia o sanduíche, eu percebo que a janela da sala do Roier pode ser vista perfeitamente por mim. Ele estava concentrado demais em desembalar as suas caixas e montar alguns móveis, realmente, ele era um puto de um gostoso...

As vezes eu esqueci de continuar a comer de tão fascinado que eu estava por aquele homem. Eu nunca tinha sentido isso antes, mas era ótimo... Meu coração batia rápido como ele batia quando eu era perseguido pela polícia, mas agora é um sentimento diferente. Não é adrenalina e sim... Amor?! Não, isso é nojento! Um sentimento desprezível, claramente um desperdício! Prefiro colocar como, uma obceção, isso... Ele vai ser meu, um dia ele vai ser só meu e eu irei matar e torturar quem chegar perto dele, quem desejá-lo ou apenas pensar nele. Eu irei protegê-lo, apenas isso.

Termino de comer o sanduíche e percebo que ele havia entrado em algum quarto e fico com raiva, não consigo mais observá-lo... Na próxima vez eu pego uma cópia de sua chave e quando ele sair eu entro em sua casa e instalo câmeras por todos os cômodos... Vai ser ótimo ver ele tomar banho ou enquanto dorme...

Bom, aproveito e tomo um pouco de água e vou até a mochila, pegar o meu celular e sento no sofá, começando a perambular pelas redes sociais.

Eu estava realmente cansado pelo estresse da semana, então, adormeço relativamente rápido.

☆Neighbors- Guapoduo Au☆Onde histórias criam vida. Descubra agora