Durante todo o problema envolvendo os gigantes, Tiffo e Matilde estavam na clareira do Cristal Ancião, com Costa.
CRAC! CRAC! — dois galhos caíram depois que o homem desceu o machado sobre eles, com um único corte certeiro para cada.
— Perfeito — disse Costa, olhando para eles enquanto sorria. — Podem escolher entre vocês. — Ele apontou para as toras de madeira.
Após um breve debate, Tiffo ficou com o da direita, e Matilde, com o da esquerda.
Em seguida, Costa levou-os até o Cristal, e eles o seguiram, cada qual segurando seu graveto.
Caminharam até pararem diante do minério, os olhos apertados por causa de sua luz intensa.
Tiffo e Matilde ainda não entendiam por que estavam ali, parados à frente do mineral, quando Costa pediu-lhes que entregassem os galhos.
Eles obedeceram, ainda confusos e ansiosos com o que ele faria a seguir.
— Digam o que desejam criar, e o Cristal o dará a vocês.
Os dois se entreolharam, sacudindo os ombros, até que Tiffo finalmente abriu a boca:
— Um cajado camarada, que esteja comigo dia e noite, para todo o sempre, ou até sua destruição.
Matilde o acompanhou:
— Quero meu amado rifle de volta, que atira sem cessar, e que me acompanha aonde quer que eu vá com lealdade e cadência impecável!
Mal disseram essas palavras e a pedra começou a reluzir, tomada por uma força súbita e misteriosa. Os olhos dos três ali presentes brilharam, cheios de um estranho sentimento de segurança e tranquilidade, como se aquele belo minério tomasse seus corações com o poder acalentador que o habitava.
De repente, os dois galhos nas mãos de Costa foram envolvidos pela luz vermelha do Cristal, reluzindo por breves segundos, revestidos de uma substância rubra e borbulhante.
Então, aconteceu um clarão de ofuscar, que fez com que todos virassem os rostos para trás, apertando as pálpebras.
Quando tornaram a encarar os objetos que Costa segurava, viram no lugar das toras dois instrumentos perfeitos, como que moldados por mãos de deusas do artesanato: o cajado e o rifle.
Tiffo foi o primeiro a pegar seu utensílio, observando-o com os olhos arregalados de admiração.
Era uma versão melhorada de seu cajado anterior, com um cabo feito de ouro puro, e o orbe do mais translúcido diamante, reluzindo em tons prismáticos.
Já Matilde apanhou o rifle, uma arma leve, toda de aço; a pedra mágica era bem menor do que a da arma anterior, e a mira possuía três vezes o alcance dela (o que a moça descobriu ao colocá-la sobre o olho direito e observar as copas das árvores).
Costa sorriu de uma bochecha a outra, os dedos na cintura e o peito estufado.
— Aproveitem! — exclamou. — Porque ele só faz isso uma única vez a cada duzentos anos!
Os dois assentiram, agradecendo-o imensamente pelas novas armas.
— Agora, nós só precisamos de uma chance para testá-las — disse Tiffo, levantando o cajado cheio de animação.
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OS DEFENSORES DA FLORESTA MÁGICA
FantasyPara proteger o Cristal Vital, Tiffo, Matilde e Leon têm que dar o seu melhor!